
Há momentos em que a gente não precisa deixar de gostar de alguém. Precisa apenas entender qual é o verdadeiro lugar daquela pessoa em nossa vida.
Talvez essa seja uma das principais conclusões a que cheguei nos últimos tempos.
Nesta terça-feira, 29 de setembro, aconteceu algo curioso: voltei praticamente às origens do Podcast do Fábio. Esqueci dois cabos no andar de baixo de casa e, diante da preguiça de desmontar tudo e buscar os benditos fios, pensei: quer saber? Vou gravar como fazia antigamente.
Peguei o celular, fiquei ali no quarto, sem música de fundo, sem grandes aparatos e comecei a conversar.
Era para ser rapidinho.
Foram 46 minutos. 😂
E talvez tenha sido justamente essa simplicidade que abriu espaço para uma conversa bastante sincera.
Entre a rotina e uma nova fase da vida
O dia começou cedo, às 6h10, com o Tufão precisando sair. Depois vieram o desjejum, o café da manhã da minha mãe, trabalho e cerca de uma hora e meia preparando material para meus alunos dos cursos de carreiras policiais.
Ainda fui à academia, levei minha mãe para o almoço de aniversário de uma amiga que completou 91 anos, passei na farmácia e, mais tarde, fui para a natação.
Com o calor que fez em São Paulo, não fui o único a ter essa ideia. A piscina estava cheia!
No meio dessa rotina existe também uma transformação pessoal que venho construindo ao longo deste ano. Comecei 2026 com 148 quilos e, neste 29 de setembro, cheguei aos 120.
São 28 quilos que ficaram pelo caminho.
Não quero simplesmente emagrecer. Quero saúde. Quero chegar bem às próximas etapas da minha vida — inclusive à caminhada ministerial que hoje ocupa um espaço tão importante para mim.
Minha caminhada no Anglicanismo
Também falei bastante sobre a Igreja Anglicana e sobre esse momento muito especial da minha caminhada cristã.
Encontrei no Anglicanismo um espaço em que consigo conciliar fé, estudo teológico, vocação, afetividade e a vontade sincera de servir.
Não acredito em um Deus interessado em aparências. Acredito em compromisso, caráter, responsabilidade, fidelidade e amor.
E é também por isso que a Comunidade Cristã Anglicana Voz e Fé passa a fazer parte desta nova etapa.
Minha caminhada em direção ao ministério ordenado segue acontecendo, e espero que, no tempo certo e conforme a vontade de Deus, ela me conduza ao presbiterado.
E os crushes, Fábio?
Essa pergunta continua chegando.
“Você esqueceu o Gabriel?”
Não.
Mas existe uma diferença enorme entre esquecer alguém e colocar essa pessoa no lugar que efetivamente ocupa em nossa história.
Tenho gratidão pelo Gabriel.
Ele despertou em mim uma coisa que eu imaginava que talvez estivesse adormecida: a capacidade de olhar novamente para alguém com carinho, imaginar uma relação, desejar companhia e perceber que ainda existe em mim vontade de amar e ser amado.
Isso foi bonito.
E continua sendo.
O problema começa quando nós mesmos concedemos a alguém uma posição que aquela pessoa nunca pediu para ocupar.
Eu criei expectativas. Fiz interpretações. Construí possibilidades dentro da minha cabeça.
Hoje consigo olhar para isso com mais razão.
Não preciso apagar o sentimento para reconhecer a realidade.
Crush pode existir sozinho. Amor, para mim, precisa de dois.
E o Agnaldo?
Também falei dele.
Agnaldo ocupa outro capítulo da minha história. Foi meu primeiro grande crush e uma experiência que aconteceu de maneira diferente.
Se nossos caminhos algum dia voltassem a se cruzar e existisse interesse mútuo em nos conhecermos melhor, seria uma situação que eu encararia naturalmente.
Mas também não vivo esperando isso acontecer.
A vida precisa continuar acontecendo no presente.
E parece que apareceu um loirinho… 👀
Pois é.
Nas últimas semanas, alguém na igreja chamou minha atenção.
Um loirinho muito bonito que auxilia nas celebrações e com quem já cruzei alguns olhares.
Isso significa alguma coisa?
Não faço ideia! 😂
E talvez aí esteja justamente a diferença entre o Fábio de alguns meses atrás e o Fábio de hoje.
Eu posso achar alguém bonito.
Posso me interessar.
Posso perceber um olhar.
Posso até ficar curioso.
Mas não preciso escrever os próximos quinze capítulos de uma história antes que o primeiro aconteça.
Se algum dia houver conversa, aproximação e reciprocidade, a vida mostrará.
Se não houver, tudo bem também.
Eu continuo querendo amar
Talvez essa seja a parte mais importante de tudo.
Eu não desisti do amor.
Muito pelo contrário.
Hoje talvez esteja até mais preparado para ele justamente porque compreendi que amar não pode significar correr atrás, pressionar, imaginar pelo outro ou tentar encaixar alguém à força dentro dos nossos sonhos.
Eu sei muito bem o que quero viver na minha vida.
Essa frase continua valendo.
Mas ganhou uma continuação:
Eu sei o que quero viver. Não posso exigir que ninguém queira viver o mesmo que eu, mas posso procurar alguém que queira — e também não preciso dar a alguém um lugar que essa pessoa ainda não conquistou na minha vida.
Quando houver reciprocidade, haverá espaço para construir.
Enquanto isso, sigo vivendo.
Trabalhando. Estudando. Cuidando da saúde. Cuidando da minha família. Vivendo minha fé. Construindo minha caminhada ministerial. Fazendo meus programas. Rindo das minhas próprias histórias.
E permanecendo aberto ao amor.
Sem pressa.
Sem obrigação.
Sem transformar expectativa em realidade antes da hora.
Curiosamente, quando estava terminando a gravação, depois de uma noite terrivelmente abafada em São Paulo, começou uma chuva forte.
Talvez tenha sido apenas chuva.
Mas caiu muito bem como encerramento.
Depois de tanto calor, era hora de refrescar.
Talvez algumas fases da vida também sejam assim.
🎙️ Ouça o episódio completo do Podcast do Fábio:
🌐 www.podcastdofabiotv.com.br
E deixo uma pergunta: você já percebeu que não precisava esquecer alguém — precisava apenas colocar essa pessoa no lugar que ela realmente ocupava em sua vida?
Fabio Tadeu
Podcast do Fábio

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