sexta-feira, 5 de junho de 2026

​Quando um Sorriso Fica

Hoje aconteceu algo curioso.

Não foi um encontro marcado.

Não foi uma conversa longa.

Não houve troca de telefones, declarações ou promessas.

Foi apenas uma tarde comum.

Ou pelo menos deveria ter sido.

Começou como tantas outras. Fui à academia, cumpri meus 45 minutos de esteira, mantive o ritmo de 4,8 km/h e a inclinação de 0,5%. Nada diferente do habitual. Apenas mais um capítulo da rotina que venho construindo em busca de saúde, disciplina e qualidade de vida.

Ao terminar o treino, passei no mercado do shopping onde fica a academia.

E foi ali que algo aparentemente simples chamou minha atenção.

Um rapaz chamado Gabriel estava trabalhando.

Quando cheguei, ele limpava o chão. As demais pessoas que passavam recebiam apenas uma orientação educada para seguirem normalmente pelo corredor. Nada além disso.

Mas quando nossos olhares se cruzaram, aconteceu algo que ficou gravado na minha memória.

Ele me desejou boa tarde.

Não foi o cumprimento em si.

Foi a forma.

Foi o sorriso.

Foi o olhar.

Foi aquele conjunto de pequenos detalhes que, vistos isoladamente, talvez não significassem nada, mas que juntos acabaram produzindo uma impressão difícil de ignorar.

Respondi o cumprimento.

Confesso que fiquei um pouco sem graça.

Aquele tipo de sem graça que aparece quando somos pegos de surpresa por algo que nos agrada.

Sem pensar muito, respondi ao boa tarde e ainda completei com um pequeno tchauzinho tímido.

Ele sorriu.

Eu sorri.

E seguimos.

Mas a história não terminou ali.

Mais tarde ele me atendeu no caixa.

E foi nesse momento que comecei a prestar atenção ao que realmente estava acontecendo dentro de mim.

Porque a grande questão talvez não seja o que aconteceu.

A grande questão é o que eu senti.

Senti que ele estava especialmente receptivo.

Senti uma abertura maior do que a que havia percebido anteriormente.

Talvez eu esteja errado.

Talvez eu esteja interpretando demais.

Talvez tenha sido apenas a gentileza natural de uma pessoa educada.

Mas a verdade é que foi essa a impressão que tive.

Não uma abertura escancarada.

Não algo evidente.

Não algo que pudesse ser apontado e comprovado.

Era algo muito mais sutil.

Quase tímido.

Quase delicado.

Quase como um convite silencioso para que aquele encontro permanecesse apenas agradável e leve.

Durante o atendimento, nossas mãos se tocaram algumas vezes ao passar os produtos.

Nada de extraordinário.

Nada que justificasse qualquer conclusão.

Mas também não vou fingir que não percebi.

Percebi.

E gostei.

Talvez porque a vida adulta seja estranha.

Passamos anos correndo atrás de metas, trabalho, dinheiro, responsabilidades, compromissos e preocupações.

E, de repente, um simples sorriso tem força suficiente para ocupar nossos pensamentos durante horas.

Talvez porque o coração humano continue procurando aquilo que sempre procurou:

acolhimento.

gentileza.

afeição.

presença.

Eu não sei quase nada sobre Gabriel.

Não conheço sua história.

Não conheço seus sonhos.

Não conheço suas dores.

Não conheço seus amores.

Mas hoje conheci algo sobre mim.

Descobri que ainda sou capaz de me encantar.

Descobri que ainda sou capaz de perceber a beleza de um gesto simples.

Descobri que ainda sou capaz de voltar para casa sorrindo por causa de um encontro que, para qualquer observador externo, pareceria completamente comum.

Talvez não tenha sido nada.

Talvez tenha sido apenas uma tarde qualquer.

Talvez amanhã eu volte ao mercado e tudo aconteça exatamente da mesma forma.

Ou talvez não.

Mas, sinceramente?

Isso nem é o mais importante.

O mais importante é que, em meio a uma rotina cheia de obrigações, planilhas, compromissos, preocupações com a saúde, responsabilidades familiares e tantas outras coisas que ocupam a vida adulta, alguém conseguiu me lembrar de algo muito simples:

Ainda existem sorrisos que ficam.

E hoje, quando cheguei em casa, percebi que aquele sorriso tinha ficado.

Não porque eu saiba o que ele significava.

Mas porque eu sei o que ele despertou em mim.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

​Nem Preso ao que Não Aconteceu.

Hoje foi um daqueles dias estranhos.

Não aconteceu nada de extraordinário. Fiz minhas atividades normais, cuidei das minhas coisas, segui minha rotina. E, ainda assim, ao final do dia, fiquei pensando na vida.

Talvez você também já tenha passado por isso.

Há dias em que algumas lembranças aparecem sem serem convidadas. Algumas pessoas passam pelo nosso caminho. Algumas situações despertam sentimentos antigos. E, de repente, nos vemos pensando naquilo que poderia ter sido, mas não foi.

Confesso que, em certos momentos da minha vida, olhei para trás e senti tristeza pelos sonhos que não aconteceram.

Em outros momentos, olhei para frente e senti medo do que talvez nunca aconteça.

E foi justamente refletindo sobre isso que me veio uma frase ao coração:

Excesso de passado é tristeza. Excesso de futuro é angústia.

Quando ficamos presos ao passado, acabamos sofrendo por aquilo que já não podemos mudar.

Quando ficamos presos ao futuro, acabamos sofrendo por aquilo que ainda nem aconteceu.

E, no final das contas, perdemos o único lugar onde a vida realmente existe: o presente.

Foi então que me lembrei de algo muito simples.

Deus nunca me encontrou ontem.

Deus nunca me encontrou amanhã.

Deus sempre me encontra hoje.

Foi no hoje que Ele chamou os discípulos.

Foi no hoje que Ele curou os enfermos.

Foi no hoje que Ele transformou vidas.

E é no hoje que Ele continua agindo.

Talvez eu não tenha todas as respostas para as perguntas que carrego.

Talvez alguns sonhos ainda não tenham se realizado.

Talvez existam capítulos da minha história que eu ainda não compreenda.

Mas esta noite escolho descansar numa verdade simples:

Nem preso ao que não aconteceu.

Nem assustado com o que pode não acontecer.

Apenas vivendo o dia que Deus me deu.

E se você está ouvindo ou lendo esta mensagem, desejo que você também encontre um pouco dessa paz.

A paz de aceitar o que passou.

A serenidade de confiar o futuro a Deus.

E a coragem de viver plenamente o presente.

Com carinho,

Fabio Tadeu






🎙️ Podcast do Fabio

taggo.one/podcastdofabio


terça-feira, 2 de junho de 2026

​Inferno Astral ou Apenas a Vida Pedindo Reflexão?

Estamos no dia 2 de junho de 2026.

Daqui a menos de um mês, no dia 1º de julho, completarei mais um ano de vida.


Alguém me perguntou recentemente se eu acreditava em “inferno astral”. Confesso que não sou uma pessoa que baseia sua vida na astrologia. Minha fé está em Deus. Ainda assim, achei curioso descobrir que, segundo essa crença popular, o chamado inferno astral começa aproximadamente trinta dias antes do aniversário.


E talvez exista uma certa sabedoria humana por trás dessa ideia.


Não porque os astros determinem nosso destino.


Mas porque, quando um aniversário se aproxima, somos naturalmente levados a olhar para trás.


Fazemos um balanço.


Pensamos no que conquistamos.


Pensamos no que perdemos.


Pensamos nos sonhos que realizamos e naqueles que ainda permanecem guardados em algum lugar do coração.


Nos últimos dias tenho refletido muito sobre a vida.


Sou grato por tantas coisas.


Sou advogado.


Sou professor.


Sou teólogo.


Sou radialista.


Tenho minha fé.


Tenho minha mãe.


Também carrego comigo a memória daqueles que já partiram.


Meu pai.


Meus avós.


Parentes e amigos que ajudaram a construir a pessoa que sou hoje.


Alguns já não estão fisicamente entre nós, mas permanecem vivos em minhas lembranças, em meus valores e em muitas das escolhas que faço todos os dias.


Tenho projetos.


Tenho alunos.


Tenho uma história.


Mas também percebo que existem ausências que continuam doendo.


Recentemente ouvi uma entrevista do Manolo Arjona, ex-integrante do Locomía. Em determinado momento, ele disse uma frase que ficou ecoando dentro de mim:


“Tenho tudo, mas me faltou o amor.”


Aquela frase me atingiu profundamente.


Talvez porque eu a compreenda.


Talvez porque, em algum lugar da minha alma, eu também saiba exatamente o que ela significa.


Não estou falando de amizade.


Não estou falando do amor de Deus.


Não estou falando do carinho da família.


Graças a Deus, recebo tudo isso.


Estou falando daquele amor que caminha ao nosso lado.


Do companheiro.


Da pessoa que segura nossa mão quando a vida pesa.


Da pessoa com quem dividimos os sonhos, as alegrias e os medos.


Durante muito tempo lutei contra essa falta.


Questionei.


Sofri.


Esperei.


Me revoltei.


Hoje não.


Hoje existe tristeza, sim.


Mas existe paz também.


A tristeza não desapareceu.


Talvez ela nunca desapareça completamente.


Mas aprendi a conviver com ela.


Aprendi que a vida não pode parar porque algo nos falta.


Aprendi que a gratidão não elimina a dor, mas a torna mais suportável.


Talvez seja isso que muitos chamam de maturidade.


Olho para minha vida e percebo que ainda existem muitos sonhos.


Alguns talvez nunca se realizem.


Outros podem surgir quando menos espero.


Mas existe algo que aprendi ao longo da caminhada:


Não podemos viver apenas pelo que nos falta.


Precisamos agradecer pelo que já temos.


E eu tenho muito.


Por isso, se este período que antecede meu aniversário é realmente um “inferno astral”, ele tem sido um inferno diferente.


Não um tempo de desespero.


Mas um tempo de reflexão.


Um tempo de olhar para trás sem negar as dores.


Um tempo de agradecer pelas bênçãos.


Um tempo de aceitar aquilo que não posso controlar.


E, acima de tudo, um tempo de continuar caminhando.


Porque a vida segue.


E enquanto Deus me conceder mais um dia de vida, continuarei fazendo o que sempre procurei fazer:


Amar.


Ensinar.


Aprender.


Servir.


E acreditar que, mesmo quando não entendemos os caminhos da vida, Deus continua escrevendo a nossa história.


Com carinho, gratidão a Deus e gratidão pela vida.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quem me dera ser seu namorado! (As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar)

“Quem me dera ser seu namorado.”


As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar! 


Existem dias que começam comuns.


Uma quarta-feira fria.

Academia.

Natação de manhã.

Musculação à tarde com o Maurão.

Mercado para comprar algumas coisas para a mãe.

Rotina.

Vida normal.

Nada de extraordinário.


E talvez seja justamente aí que a vida mais gosta de surpreender.


O episódio de hoje do Podcast do Fabio nasceu assim: de um encontro simples, inesperado e profundamente humano.


No meio do mercado, entre caixas, corredores e compras comuns de uma noite gelada de São Paulo, alguém olha pra mim e pergunta:

“Uai… você não é o Fábio?”


E de repente, sem aviso nenhum, a vida muda de tom.


Não era alguém me reconhecendo pela aparência.

Não era alguém me reconhecendo por uma foto.

Era pela voz.


Pela voz de alguém que, durante tanto tempo, abriu um microfone apenas para conversar com a própria solidão.


O Gustavo me acompanha no podcast.

Nas redes.

Nos episódios.

Nas reflexões.

Nos áudios gravados tarde da noite.

Nos dias bons e ruins.


E aquilo já teria sido bonito por si só.


Mas então veio a frase que me desmontou completamente:

“Quem me dera ser seu namorado.”


Existem frases que pegam a gente desprevenido.

Existem palavras que entram sem pedir licença.

E existem noites em que um simples comentário consegue atravessar o coração inteiro de alguém.


Eu fiquei sem reação.


Talvez porque a gente vá envelhecendo e aprendendo a esconder certas carências.

Talvez porque, depois de um tempo, a gente se acostume mais a ouvir “mas” do que “fica”.

Talvez porque a maturidade ensine muita coisa — menos como reagir quando alguém toca exatamente na parte da alma que ainda estava sensível.


Foi estranho.

Mas foi lindo.


Porque no fundo, no fundo, acho que todos nós queremos a mesma coisa:

ser vistos.

ser lembrados.

ser desejados.

ser amados de verdade.


Não por uma foto.

Não por um corpo.

Não por uma fantasia rápida.

Mas pela presença.

Pela voz.

Pela essência.


E foi impossível não pensar naquela velha ironia da vida:

quando a gente para de procurar, as coisas parecem aparecer.


Durante anos, eu vivi fases diferentes.

Fases rasas.

Fases impulsivas.

Fases de vazio.

Fases em que encontros terminavam e deixavam apenas silêncio depois.


Hoje não.


Hoje eu já entendi que carinho vale mais do que pressa.

Conexão vale mais do que desejo imediato.

E companhia vale mais do que qualquer aventura sem alma.


Talvez por isso esse encontro tenha mexido tanto comigo.


Porque ele veio simples.

Sem roteiro.

Sem preparação.

Sem performance.


Só um menino fofo no mercado dizendo que escuta minha voz nas noites da vida.


No episódio também teve Laura Pausini.

Teve Luka.

Teve Locomia.

Teve frio paulistano.

Teve garganta ruim.

Teve nostalgia.

Teve rádio.

Teve reflexões sobre o tempo.

E teve uma verdade muito forte ecoando dentro de mim:


ainda existem pessoas capazes de nos surpreender.


E talvez seja exatamente isso que mantenha a vida bonita.


🎙️ Ouça o episódio completo no Podcast do Fabio:

taggo.one/podcastdofabio


Porque às vezes um simples:

“Quem me dera ser seu namorado”

é suficiente para mudar completamente a temperatura de uma noite.


Episódio em https://taggo.one/podcastdofabio 

​Eu Quero Viver Uma História. Não Uma Noite.

Eu Quero Viver Uma História. Não Uma Noite.


Há uma diferença gigantesca entre sentir desejo… e viver vazio.


Pouca gente tem coragem de admitir isso hoje.


Vivemos numa geração que aprendeu a consumir pessoas como quem troca de roupa. Tudo virou rápido, descartável, superficial. Conversas rasas. Relações instantâneas. “Contatinhos”. Matches. Corpos. Aparências. Noites.


Mas o coração humano continua tendo sede de algo muito maior.


E talvez seja exatamente aí que muita gente esteja se perdendo.


Porque sexo pode até aliviar o corpo por algumas horas…

mas não consegue preencher a alma quando ela está carente de verdade, afeto, presença e pertencimento.


Existe um momento na vida em que a gente percebe que não quer mais apenas alguém para dividir uma cama.

A gente quer alguém para dividir o silêncio.

O cansaço.

O domingo.

As dores.

A rotina.

A vida.


E isso muda tudo.


Não há problema algum em sentir desejo. Desejo faz parte da condição humana. Libido não é pecado. Carência não é vergonha. Tesão não transforma ninguém em alguém pior.


O problema começa quando a pessoa passa a usar o próprio corpo como tentativa desesperada de preencher vazios emocionais que nenhuma noite consegue resolver.


E talvez uma das frases mais duras da vida seja justamente essa:


“Eu posso conseguir alguém para hoje. Mas será que alguém ficaria amanhã?”


Muita gente consegue companhia para algumas horas.

Pouquíssimas conseguem construir permanência.


Talvez porque construir uma história exige coragem.


Coragem para ser transparente.

Coragem para ser fiel.

Coragem para não brincar com sentimentos.

Coragem para não viver relações duplas.

Coragem para amar sem máscaras.


E amar de verdade ficou assustadoramente raro.


Hoje, parece mais fácil colecionar conversas do que construir intimidade.

Mais fácil seduzir do que permanecer.

Mais fácil desejar do que cuidar.


Mas ainda existem pessoas que acreditam no amor vivido com profundidade.

Ainda existem pessoas que não querem apenas “curtir”.

Ainda existem pessoas que sonham em viver algo limpo, inteiro, verdadeiro.


Pessoas que não estão procurando perfeição.

Estão procurando verdade.


Porque no final das contas, ninguém quer ser apenas mais um corpo na memória de alguém.


Todo ser humano deseja, no fundo, ser escolhido de verdade.


Ser prioridade.

Ser paz.

Ser casa.


Talvez por isso tantas pessoas estejam cansadas.


Cansadas de jogos emocionais.

Cansadas de promessas vazias.

Cansadas de relações superficiais.

Cansadas de serem vistas apenas como aparência, desejo ou conveniência.


E é justamente nesse momento que muita gente começa a entender algo profundo:


Nem toda solidão machuca.

Às vezes, o que machuca mesmo é estar cercado de pessoas e ainda assim sentir-se vazio.


Por isso existe uma escolha silenciosa que muita gente madura começa a fazer:


Parar de procurar quantidade…

e começar a procurar sentido.


Porque chega uma hora em que a alma pede calma.

Pede verdade.

Pede reciprocidade.

Pede alguém que fique.


Alguém que não queira apenas uma noite.


Mas uma história.



Episódio em https://taggo.one/podcastdofabio 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

✝️ “Escuta a minha oração, ó Deus, não ignores a minha súplica.”

✝️ “Escuta a minha oração, ó Deus, não ignores a minha súplica.”


Não é a oração triunfalista de quem está no controle.
É a oração quebrada de quem já percebeu que não consegue mais sustentar tudo sozinho.


E talvez exista algo extremamente bonito nisso.


Porque é justamente quando a arrogância da autossuficiência cai que nasce a espiritualidade verdadeira.


Muitos só começam realmente a rezar quando a vida quebra suas falsas seguranças.
Quando chega a doença.
Quando vem a solidão.
Quando o casamento entra em crise.
Quando o dinheiro desaparece.
Quando a ansiedade sufoca.
Quando a alma se vê perdida no meio da própria estrada.


Nesses momentos, Deus não aparece como condenação.
Ele aparece como abrigo.


A reflexão de hoje também possui uma dimensão profundamente pastoral. Ela recorda que Deus não deseja ser o último telefone de emergência acionado quando tudo já deu errado. Ele deseja caminhar conosco antes da tragédia, durante a luta e depois da dor.


Talvez o maior problema espiritual do homem contemporâneo não seja a falta de inteligência, mas a dificuldade de se ajoelhar.


Há pessoas extremamente capacitadas intelectualmente, mas incapazes de confiar.
Pessoas que sabem administrar empresas, processos, contas, compromissos e agendas, mas não conseguem entregar o coração nas mãos de Deus.


Por isso o texto termina de forma tão poderosa ao recordar:


“Entregue suas preocupações ao Senhor, e Ele o susterá.”


O verbo sustentar aqui é belíssimo.
Deus não promete ausência de lutas.
Ele promete sustento no meio delas.


A fé cristã nunca foi uma promessa de estrada sem tempestades.
Ela é a certeza de que não caminhamos sozinhos.


E talvez hoje seja exatamente esse o convite de Deus para muitos de nós:
parar alguns minutos no acostamento da vida,
silenciar o coração,
respirar profundamente,
e permitir que a graça divina alcance aquilo que nossa força humana já não consegue mais carregar.


Porque existem momentos em que o maior milagre não é a mudança imediata das circunstâncias.


É o fato de Deus nos impedir de desmoronar no meio delas.


✝️ Salmo 55:
“Entrega teus cuidados ao Senhor, e ele te sustentará.”



Projeto Voz & Fé 

Fabio Tadeu 

​Quando um Sorriso Fica

Hoje aconteceu algo curioso. Não foi um encontro marcado. Não foi uma conversa longa. Não houve troca de telefones, declarações ou promes...