terça-feira, 30 de junho de 2026

Fechando um Livro da Vida: a Véspera do Meu Aniversário, Minhas Verdades e o Amor que Ainda Espero.

Fechando um Livro, Escrevendo Outro: o valor dos ciclos, da fé e das escolhas

Por Fabio Tadeu



Há momentos em que a vida nos convida a diminuir o ritmo.

Não para desistir.

Não para olhar apenas para o passado.

Mas para compreender tudo aquilo que o passado nos ensinou antes de dar o próximo passo.

A véspera do meu aniversário sempre desperta esse sentimento em mim. Gosto de pensar que cada ano vivido é um livro completo. Cada dia representa um capítulo. Alguns capítulos são leves e felizes. Outros são difíceis, dolorosos e até solitários. Mas todos, absolutamente todos, ajudam a construir a pessoa que somos.

Hoje fecho mais um livro.

Amanhã começo outro.

E essa talvez seja uma das maiores belezas da vida: sempre existe uma página em branco esperando para ser escrita.

O privilégio de continuar construindo

Enquanto muitas pessoas associam o passar do tempo apenas ao envelhecimento, prefiro enxergar o tempo como oportunidade.

Oportunidade para aprender.

Para corrigir erros.

Para amadurecer.

Para agradecer.

Neste último ano vi projetos crescerem de maneira muito bonita.

A Web Rádio Drops Jurídico continua ampliando sua presença, agora também com aplicativos e novas formas de acesso.

O Podcast do Fabio alcançou novos ouvintes e passou a integrar um catálogo internacional de podcasts, mostrando que aquilo que fazemos com dedicação pode chegar muito mais longe do que imaginamos.

Também a Comunidade Cristã Voz & Fé continua dando seus primeiros passos, carregando um sonho que nasceu há muitos anos dentro do meu coração: anunciar Cristo com seriedade, amor e acolhimento.

Tudo isso me faz compreender que Deus continua abrindo portas no tempo certo.

A saúde também faz parte da missão

Outra reflexão importante deste período diz respeito aos cuidados com o corpo.

Durante muitos anos enxerguei a atividade física apenas como exercício.

Hoje a vejo como responsabilidade.

Natação, musculação e caminhadas deixaram de ser apenas hábitos e passaram a representar investimento no futuro.

Lembro constantemente de uma frase que ouvi do Seu Walter:

“Academia é uma poupança para a saúde.”

Quanto mais penso nisso, mais sentido encontro nessas palavras.

Não treinamos apenas para o presente.

Treinamos para manter autonomia, qualidade de vida e disposição para continuar vivendo aquilo que Deus ainda deseja realizar através de nós.

As pessoas passam. Os valores permanecem.

Ao longo dos últimos meses compartilhei diversas situações do cotidiano.

Pessoas simpáticas.

Cumprimentos.

Conversas rápidas.

Olhares.

Tudo isso faz parte da convivência humana.

Hoje mesmo fui recebido educadamente pelo Davi na academia.

Conversamos apenas o suficiente para desejar uma boa tarde um ao outro.

Depois fiz meu treino normalmente com o Mauro.

Na saída, encontrei novamente algumas pessoas e simplesmente fui embora.

Sem expectativas.

Sem criar histórias.

Sem transformar um gesto de educação em algo maior do que realmente foi.

Isso talvez seja um dos maiores aprendizados deste novo momento da minha vida.

Continuo reconhecendo quando alguém é bonito.

Continuo admirando pessoas educadas.

Mas aprendi que admiração não significa necessidade.

Nem toda simpatia é convite.

Nem toda beleza precisa se transformar em expectativa.

Essa diferença trouxe paz ao meu coração.

Amar continua sendo um projeto

Muita gente pergunta se continuo acreditando no amor.

A resposta continua sendo a mesma.

Sim.

Continuo acreditando.

Mas acredito em um amor que constrói.

Que permanece.

Que respeita.

Que escolhe permanecer todos os dias.

Não procuro aventuras passageiras.

Não procuro relacionamentos construídos apenas sobre desejo.

Desejo faz parte da natureza humana.

Mas ele, sozinho, nunca sustentou uma história inteira.

Aquilo que permanece é o compromisso.

É a fidelidade.

É a amizade.

É a decisão diária de caminhar ao lado da mesma pessoa.

Se esse amor acontecer, será recebido com alegria.

Se ainda não aconteceu, continuo vivendo plenamente.

Solitude não é ausência de felicidade

Existe uma diferença importante entre estar sozinho e sentir-se sozinho.

Aprendi que solitude é paz.

É conseguir desfrutar da própria companhia.

É trabalhar, estudar, rezar, servir, gravar programas, ensinar, escrever e viver sem depender da aprovação constante de alguém.

Isso não elimina o desejo de compartilhar a vida com outra pessoa.

Mas impede que a felicidade fique condicionada exclusivamente a isso.

Quem aprende a viver em paz consigo mesmo costuma amar de forma mais saudável quando o amor chega.

Deus continua sendo o centro

Se existe uma certeza que atravessou todos os capítulos da minha história, ela tem apenas um nome.

Deus.

Foi Ele quem sustentou cada vitória.

Foi Ele quem permaneceu durante as perdas.

Foi Ele quem abriu portas inesperadas.

Foi Ele quem me conduziu até aqui.

Minha caminhada como advogado, professor, radialista, teólogo e fundador da Comunidade Cristã Voz & Fé nasce exatamente dessa convicção: servir a Deus também significa servir pessoas.

É isso que continuo tentando fazer todos os dias.

Um novo livro começa amanhã

Quando terminar este texto, mais um capítulo estará encerrado.

Amanhã, um novo livro começará a ser escrito.

Não sei quais personagens entrarão nessa nova história.

Não sei quais desafios surgirão.

Não sei quais alegrias Deus preparou.

Mas sei exatamente quais valores desejo levar para suas páginas.

Continuarei trabalhando.

Continuarei estudando.

Continuarei cuidando da saúde.

Continuarei acreditando no amor.

Continuarei vivendo minha fé.

E continuarei repetindo uma frase que resume muito daquilo que penso sobre a vida:

“Eu sei bem o que quero viver na minha vida. Não posso exigir que ninguém queira viver o mesmo que eu, mas posso, sim, procurar alguém que queira viver o mesmo caminho.”

Que venha o próximo livro.

Que suas páginas sejam escritas com sabedoria, serenidade e esperança.

E que Deus continue sendo o Autor daquilo que realmente importa.



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sexta-feira, 26 de junho de 2026

🥇 Quando um Simples Sorriso Mudou o Meu Dia!

Quando um simples sorriso muda o rumo de um dia


Por Fabio Tadeu




Há dias em que fazemos dezenas de coisas importantes.


Trabalhamos, estudamos, cuidamos da saúde, resolvemos problemas, ajudamos quem amamos, planejamos projetos e enfrentamos uma rotina que parece não ter fim.


E, no entanto, quando a noite chega, percebemos que aquilo que ficará guardado na memória talvez não seja nenhuma dessas grandes tarefas.


Às vezes, basta um sorriso.


Minha sexta-feira começou cedo, sob os 12 graus do inverno paulistano.


O dia que, teoricamente, seria mais tranquilo, mudou completamente de rumo logo pela manhã, quando fui chamado para substituir, de última hora, um colega professor em uma aula on-line de Direito voltada para concursos públicos.


Durante toda a manhã compartilhei conhecimento, esclareci dúvidas e fiz aquilo que amo desde que descobri que ensinar também é uma forma de servir.


Terminada a aula, fui para a natação.


Confesso que entrar na piscina em um dia tão frio exigiu um pouco mais de coragem do que normalmente exige. Mas disciplina é justamente isso: fazer o que precisa ser feito mesmo quando a vontade insiste em ficar debaixo das cobertas.


Naquela mesma manhã subi na balança.


Mais 1,1 quilograma havia ficado para trás.


Pode parecer apenas um número para quem olha de fora.


Para mim, representa saúde.


Representa perseverança.


Representa esperança.


Depois acompanhei minha mãe para comprar materiais de limpeza em um antigo fornecedor da família. Voltando para casa, reorganizamos praticamente todo o meu quarto. Mesa, cadeira, cômoda… móveis pesados que mudaram de lugar até que tudo encontrasse uma nova disposição.


Curiosamente, enquanto mudávamos os móveis de lugar, eu ainda não imaginava que Deus também mudaria um pouco o lugar das minhas emoções naquele mesmo dia.


Após o almoço, ainda atendi uma cliente durante quase uma hora para tratar de um processo de inventário.


Mais tarde veio a academia.


Na esteira caminhei durante 40 minutos e 4 segundos, mantendo 4,8 km/h, com 0,5% de inclinação.


Pode parecer pouco.


Para mim, significou mais um investimento na minha própria vida.


A musculação e o exercício aeróbico deixaram de ser apenas uma questão estética há muito tempo.


Hoje representam uma espécie de poupança para o futuro.


Cada treino é um pequeno investimento para que, quando a idade avançar, eu continue caminhando com minhas próprias pernas.


Foi cansativo.


Mas terminou com a tranquila sensação de dever cumprido.


Saindo dali, passei no Carrefour apenas para comprar algumas coisas.


Foi justamente ali que aconteceu aquilo que eu certamente jamais teria previsto quando acordei naquela manhã.


Quem acompanha meu podcast já me ouviu mencionar algumas vezes o Gabriel, funcionário do Carrefour.


Sempre achei que ele fosse uma pessoa extremamente simpática.


Tem um jeito educado, delicado e um sorriso daqueles que iluminam qualquer ambiente.


Naquela sexta-feira aconteceu algo diferente.


Enquanto eu era atendido no caixa, Gabriel estava trabalhando em outro setor da loja.


Quando ouviu minha voz, aproximou-se do caixa, resolveu rapidamente uma pequena tarefa e, antes de voltar ao seu trabalho, olhou para mim, sorriu e disse:


— Boa tarde.


Tudo durou poucos segundos.


Talvez tenha sido apenas educação.


Talvez apenas gentileza.


Talvez eu esteja interpretando mais do que realmente aconteceu.


Também existe essa possibilidade.


Mas existe uma coisa da qual tenho absoluta certeza.


Aquele sorriso mudou completamente o meu dia.


Não porque significasse alguma promessa.


Não porque fosse o começo de uma história.


Mas porque foi um gesto de humanidade.


Num mundo em que tantas pessoas passam umas pelas outras sem sequer levantar os olhos, alguém interrompeu a própria rotina por alguns instantes para cumprimentar outra pessoa.


Pode parecer pouco.


Para mim, não foi.


Enquanto voltava para casa, pensei em como a vida muda.


Houve um tempo em que eu confundia intensidade com felicidade.


Vivi experiências passageiras.


Conheci pessoas.


Cometi erros.


Aprendi.


Hoje não procuro aventuras.


Não procuro relações superficiais.


Não procuro alguém apenas para preencher uma noite.


Descobri que o vazio deixado pelas relações sem compromisso costuma durar muito mais do que o prazer momentâneo que elas oferecem.


Hoje desejo algo muito mais simples.


Quero construir uma história.


Quero dividir a vida.


Quero assistir televisão ao lado de alguém.


Conversar.


Caminhar.


Rezar.


Envelhecer.


Talvez seja a idade.


Talvez seja a maturidade.


Talvez seja apenas a compreensão de que o amor verdadeiro dificilmente nasce da pressa.


Naquela mesma noite ainda precisei preparar um sermão para a Comunidade Cristã Voz & Fé.


Também chegaram os novos equipamentos de iluminação que serão utilizados nos primeiros vídeos oficiais da comunidade.


Olhei para tudo o que havia acontecido durante aquele dia.


Dei aula.


Nadei.


Emagreci mais um quilo.


Ajudei minha mãe.


Reorganizei a casa.


Atendi clientes.


Treinei.


Planejei novos projetos.


Preparei uma mensagem para a igreja.


E, ainda assim, quando pensei em escrever sobre aquela sexta-feira, foi um sorriso que ocupou a primeira linha da minha memória.


Talvez seja assim que Deus trabalhe.


Não necessariamente através de acontecimentos grandiosos.


Mas através de pequenos instantes que devolvem esperança a quem já estava apenas vivendo mais um dia comum.


Não sei o que aquele sorriso significou.


Talvez nada além de educação.


E está tudo bem.


Nem tudo precisa transformar-se em uma história de amor.


Mas algumas pessoas passam rapidamente pelo nosso caminho e, sem perceber, deixam o mundo um pouco mais bonito.


Foi exatamente isso que senti naquela sexta-feira.


Quando fechei a porta de casa, compreendi que os maiores acontecimentos da vida quase nunca fazem barulho.


Eles chegam discretamente.


Vestidos de simplicidade.


Escondidos em pequenos gestos.


Às vezes carregados apenas por um olhar.


Outras vezes por um simples “boa tarde”.


E talvez seja justamente por isso que a esperança nunca morra.


Ela apenas aprende a sorrir.



Ao Gabriel


Se algum dia você chegar a ler estas linhas, Gabriel, quero apenas lhe dizer uma coisa.


Obrigado.


Obrigado pelo sorriso.


Obrigado pela educação.


Obrigado pela delicadeza.


Você talvez nunca imagine o quanto um simples “boa tarde” pode mudar o dia de alguém.


Naquele dia, mudou o meu.


Continue sendo essa pessoa gentil, educada e sorridente. O mundo precisa de pessoas assim.


E, se me permite uma última confidência, deixo registrado um desejo que nasce da sinceridade do meu coração: quem dera um dia você escolhesse caminhar ao meu lado. Seria uma enorme alegria para mim.


Mas, acima de qualquer desejo meu, peço a Deus que abençoe profundamente a sua vida, proteja os seus caminhos e o faça muito feliz, seja qual for a estrada que você escolher percorrer.


Quem dera essa estrada pudesse, um dia, cruzar definitivamente a minha e você escolhesse estar ao meu lado. Mas, aconteça o que acontecer, continuarei pedindo a Deus que ilumine cada passo da sua caminhada e o acompanhe em todos os caminhos que você decidir seguir.


Que Deus esteja sempre com você.



✍️ Blog do Podcast do Fabio


Escrito por Fabio Tadeu

Advogado • Professor de Direito • Teólogo • Radialista • Pastor

Mestre em Direito Empresarial • Bacharel em Teologia

Fundador da Comunidade Cristã Voz & Fé

Fundador e Diretor da Web Rádio Drops Jurídico

Ministro da Palavra e da Música


“Creio que a verdade deve caminhar com o amor, a justiça com a misericórdia e a fé com a inclusão. Escrevo para que, em meio às dores e às esperanças da vida, ninguém se esqueça de que o amor continua sendo a maior força que existe.”


🌿 Podcast do Fabio

Reflexões sobre fé, vida, amor, espiritualidade, Direito e esperança.

Porque, mesmo depois das tempestades da vida, Deus continua escrevendo novos capítulos.


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segunda-feira, 22 de junho de 2026

​ENTRE O TEMPO E A ESPERANÇA



Hoje eu acordei às cinco e meia da manhã.


Ainda estava escuro quando levei o Tufão para fazer seu passeio. O frio de São Paulo cortava a pele, mas a vida não espera o clima melhorar. A vida acontece. E ela exige que a gente continue.


Dei aula de Direito, profissão que exerço há quase vinte anos e que ainda me faz sorrir. Fui para a natação, enfrentei o frio, voltei para casa, almocei com minha mãe, cuidei da minha rádio, organizei meus projetos e, mais tarde, fui para a segunda academia do dia.


Rotina comum.


Mas, às vezes, são justamente os dias comuns que revelam as maiores verdades.


Eu já disse muitas vezes uma frase que se tornou quase um lema da minha vida:


“Eu sei bem o que quero viver na minha vida. Não posso exigir que ninguém queira viver o mesmo que eu. Mas posso, sim, buscar alguém que queira viver o mesmo.”


Talvez seja por isso que eu ainda me emocione com pequenos gestos.


Um sorriso sincero.

Uma pergunta simples:

“Como você está?”


Hoje, no supermercado, encontrei alguém assim.


Gabriel.


Não sei nada sobre ele além do seu jeito gentil, do sorriso meigo e da simplicidade com que me desejou uma boa semana. E, no entanto, aquilo me fez pensar.


Ainda sou capaz de me encantar.


Isso é bonito.


Ao mesmo tempo, a vida me ensinou a não idealizar demais as pessoas. Já criei expectativas onde não deveria. Já imaginei histórias que existiam apenas dentro de mim. Já me decepcionei.


E talvez a maturidade não seja deixar de amar.


Talvez seja aprender a amar sem se abandonar.


Hoje eu compreendo algo que demorou anos para aprender:


Não preciso provar nada a ninguém.


Não preciso ser escolhido para ter valor.

Não preciso disputar atenção.

Não preciso mudar meus princípios para caber na vida de alguém.


Eu continuo acreditando na fidelidade.

Continuo acreditando em compromisso.

Continuo acreditando que existem pessoas que desejam construir algo verdadeiro.


E se não encontrá-las?


Ainda assim, minha vida terá valido a pena.


Porque eu tenho minha mãe.

Tenho meu cachorro, meu velho companheiro de tantas madrugadas.

Tenho meus alunos.

Tenho minha fé.

Tenho a Comunidade Cristã Voz & Fé.

Tenho a minha voz.

Tenho meus sonhos.


E, acima de tudo, tenho a mim mesmo.


Os anos estão passando.


Cronos continua correndo.


Meu aniversário se aproxima e, confesso, às vezes isso me assusta. O tempo nos obriga a fazer perguntas difíceis.


Será que ainda vou amar?

Será que ainda serei amado?

Será que alguém escolherá caminhar ao meu lado?


Eu não sei.


Mas aprendi algo precioso:


Enquanto a resposta não vem, eu não deixarei de viver.


Continuarei acordando cedo.

Continuarei estudando.

Continuarei ensinando.

Continuarei cuidando de quem amo.

Continuarei acreditando.


Porque a vida não começa quando encontramos o amor.


A vida acontece todos os dias.


Entre o tempo e a esperança.


E eu escolho continuar esperando.

Não com desespero.

Mas com fé.


Porque Deus sabe o que faz.

E eu, TEIMOSAMENTE, ainda acredito no melhor.



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