PodCast do Fabio TV

terça-feira, 18 de agosto de 2026

​Para Meu Crush Gabriel: quando um encontro vira música, e a música começa a contar uma história.


Às vezes, alguém entra na nossa vida sem propriamente entrar.

Não houve pedido de namoro. Não houve beijo. Não houve declaração. Não existe uma história de amor para contar.

Existe um encontro. Um olhar. Um sorriso. Pequenos momentos. E aquela sensação difícil de explicar de que, entre tantas pessoas que cruzam nosso caminho todos os dias, uma delas conseguiu chamar nossa atenção de um jeito diferente.

Foi assim que nasceu minha playlist “Para meu crush Gabriel”, no Spotify.

Quem acompanha o Podcast do Fábio provavelmente já sabe de quem estou falando. Gabriel acabou aparecendo algumas vezes nas histórias que conto por lá — não porque exista alguma coisa entre nós, mas porque ele despertou em mim uma coisa muito simples e, ao mesmo tempo, muito bonita: encantamento.

E resolvi transformar esse sentimento em música.

Tudo começa “À Primeira Vista”

Não por acaso, a primeira música da playlist é “À Primeira Vista”, de Daniela Mercury.

Porque toda história de um crush começa assim: alguém que até então fazia parte da multidão deixa de ser apenas mais alguém.

Logo depois vem “A Luz Que Acende o Olhar”, de Deborah Blando, seguida por “Te Ver”, do Skank.

As três primeiras músicas praticamente contam sozinhas o começo dessa história musical:

Eu vi. O olhar chamou minha atenção. E fiquei com vontade de ver novamente.

Depois chegam “Niña”, do Loco Mía, “Blue Jeans”, de Angélica, e “Eu Sei”, dos Papas da Língua.

É a parte leve da playlist. O encanto, a graça, a descoberta de que aquele crush já conseguiu ocupar um espacinho nos pensamentos.

Até que Sandy & Junior aparecem com “Olha o Que o Amor Me Faz”.

E aí começa o problema! 😂

Como explicar aquilo que a gente nem entende?

A música seguinte talvez faça uma das perguntas centrais de toda a playlist:

“No Me Lo Puedo Explicar”, de Laura Pausini e Tiziano Ferro.

Há sentimentos que realmente não conseguimos explicar.

Por que uma determinada pessoa?

Por que aquele sorriso?

Por que um encontro de poucos segundos é capaz de melhorar um dia inteiro?

E então vem “Certo ou Errado”, de Patricia Marx.

Será que é certo alimentar um crush? Será que é errado imaginar possibilidades?

Minha resposta musical vem imediatamente depois:

“Toda Forma de Amor”, de Lulu Santos.

E, logo em seguida:

“Amar Não é Pecado”, de Luan Santana.

Sentir não é pecado. Gostar não é errado. Encantar-se por alguém também não.

O que importa é compreender que sentimento não significa posse.

A música mais importante talvez seja “Se Quiser”

Entre tantas declarações românticas, coloquei “Se Quiser”, de Tania Mara.

E talvez essas duas palavras resumam melhor aquilo em que acredito sobre relacionamentos:

se quiser.

Eu posso saber exatamente aquilo que quero viver. Posso desejar amor, fidelidade, companheirismo, carinho e uma história construída a dois.

Mas não posso exigir que outra pessoa queira viver aquilo comigo.

Posso, sim, encontrar alguém que também queira.

Amor precisa ser escolha de ambos.

É justamente por isso que a playlist continua com “Bem Querer”, de Maurício Manieri.

Querer bem é muito diferente de querer possuir.

Quando o crush começa a virar sonho

A partir daí, a playlist fica assumidamente romântica.

“Víveme”, de Laura Pausini e Alejandro Sanz; “Te Amo”, de Rihanna; “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim”, de Ivete Sangalo; “Um Anjo Veio me Falar”, do Rouge; “A Lua Q Eu T Dei”, de Ivete Sangalo; e “Inesquecível”, de Laura Pausini.

Aqui já não estou descrevendo acontecimentos.

Estou descrevendo possibilidades.

E existe uma diferença enorme entre as duas coisas.

A playlist não diz: “isso aconteceu entre Gabriel e eu”.

Ela diz: “isso é o que seria bonito viver com alguém por quem eu estivesse apaixonado e que escolhesse viver o mesmo comigo”.

Gabriel é o personagem que despertou a inspiração.

O restante pertence ao território onde música, sentimento e imaginação podem andar juntos.

E já tem casamento nessa história? 😂

Tem.

Eu coloquei “Marry You”, de Bruno Mars.

Calma!

Ninguém está escolhendo igreja, roupa, padrinhos ou alianças. 😂

Antes dela ainda passam “Quatro Semanas de Amor”, de Luan & Vanessa; “A Lenda”, de Sandy & Junior; “Domingo de Manhã”, de Marcos & Belutti; “Quando a Chuva Passar”, de Ivete Sangalo; “As Quatro Estações”, de Sandy & Junior; e “Perfect Duet”, de Ed Sheeran e Beyoncé.

É justamente nessa parte que o crush se transforma musicalmente em uma pergunta maior:

Como seria dividir a vida com alguém?

Porque, para mim, relacionamento nunca foi apenas atração.

É presença. É escolha. É fidelidade. É respeito. É carinho. É olhar para a mesma direção e enxergar futuro.

E, claro, se estamos no mundo da música e da imaginação, Bruno Mars pode perfeitamente aparecer oferecendo casamento.

Sonhar ainda não paga imposto! 😂

E por que terminar com “Pra Você Guardei o Amor”?

Depois de “Marry You”, vem “Imortal”, de Sandy & Junior.

Poderia terminar ali.

Mas não quis.

A última música da playlist é “Pra Você Guardei o Amor”, de Nando Reis e Ana Cañas.

E acho que ela coloca toda a playlist de volta no lugar certo.

Porque esta não é uma playlist sobre um relacionamento que existe.

É sobre a capacidade de ainda sentir.

Sobre descobrir que, mesmo depois de tantas experiências, alegrias, decepções e histórias que a vida já trouxe, ainda podemos olhar para alguém e pensar:

Que pessoa especial.

Ainda podemos ficar felizes com um sorriso.

Ainda podemos torcer para encontrar novamente.

Ainda podemos imaginar.

Ainda podemos amar.

E ainda podemos guardar amor dentro de nós para o dia em que aparecer alguém disposto a recebê-lo — e também disposto a oferecer o seu.

Se será Gabriel?

Não sei.

Talvez essa história nunca passe de alguns encontros, alguns sorrisos e uma playlist no Spotify.

Ou talvez a vida ainda tenha algum capítulo que eu desconheço.

E é justamente isso que torna a vida real muito mais interessante do que qualquer roteiro.

Enquanto isso, a playlist toca, o sentimento aflora … 

E o amor continua guardado.


🎧 Playlist: “Para meu crush Gabriel” — no Spotify


🎙️ E toda essa história, como sempre, continua no Podcast do Fábio.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

❤️ Quando um Pequeno Toque Muda Tudo: O Dia em que o Coração me Pegou de Surpresa.


Há encontros que não precisam durar horas para mudar completamente o nosso dia. Às vezes, bastam alguns minutos, um sorriso e duas mãos que se encontram por acaso.

Minha segunda-feira, 17 de agosto de 2026, começou como tantas outras: cedo.

Por volta das 6h05, eu já estava de pé para colocar o lixo na rua. E isso exigiu uma pequena operação silenciosa: Tufão, meu Labrador, dormia tranquilamente na sala e eu precisava passar por ele sem acordá-lo.

Missão cumprida.

Depois veio o café da manhã, uma aula de Direito das 8h às 9h30 e, em seguida, natação. Mais tarde, uma reunião profissional importante, almoço com minha mãe, trabalho na Drops Jurídico e textos para a Comunidade Cristã Voz e Fé.

Foi uma segunda-feira cheia.

E talvez justamente por isso eu não estivesse esperando que um dos menores acontecimentos do dia se tornasse o maior deles.

Quando a vida foge do roteiro

No final da tarde, fiz meus 40 minutos de esteira na academia e, ao sair, passei pelo Carrefour.

E lá estava ele.

Gabriel.

Quem acompanha o Podcast do Fábio já ouviu esse nome algumas vezes. É alguém que, aos poucos e sem fazer absolutamente nenhum esforço para isso, acabou despertando em mim um carinho enorme.

Não foi planejado. Não fui até lá esperando que alguma coisa acontecesse.

Mas aconteceu.

Assim que cheguei, ele me viu e sorriu. Durante minhas compras, em determinado momento, aproximou-se e perguntou se eu já iria para o caixa.

E eu, com toda a capacidade de raciocínio que aparentemente abandona um ser humano diante do crush, respondi que não. Eu ainda procurava uma coisa na geladeira para minha mãe.

Não demorou nem um minuto para eu mudar de ideia.

“Agora estou indo para lá, sim. Ah, você que está lá hoje? Que legal!”

Pois é.

Talvez naquele instante eu tenha sido um pouquinho menos discreto do que imaginava.

Um gesto tão pequeno

Fomos para o caixa.

E foi ali que aconteceu uma coisa aparentemente banal, dessas que provavelmente passariam despercebidas em qualquer outro dia.

Enquanto ele me entregava os saquinhos das compras, nossas mãos se encostaram.

Mais de uma vez.

A mão dele estava geladinha.

E eu sei: contado assim, parece absolutamente nada.

Mas sentimentos têm essa característica curiosa. O significado de um gesto não é medido pelo tamanho do gesto.

Às vezes um toque de segundos permanece conosco durante horas.

Eu já gostava do jeito dele. Da delicadeza, do sorriso, da maneira atenciosa de tratar as pessoas. Mas naquele dia senti uma proximidade diferente.

No final, ele sorriu e me desejou uma boa semana.

Retribuí.

E saí.

Só que saí do Carrefour como se estivesse no céu.

Será que ele percebeu?

Essa pergunta inevitavelmente apareceu depois.

Será que Gabriel já percebeu que existe alguma coisa diferente no meu jeito de olhar para ele?

Talvez.

Talvez não.

Depois da minha maravilhosa tentativa de disfarce — dizer que não iria ao caixa e, menos de um minuto depois, anunciar alegremente que estava indo justamente porque ele estaria lá — confesso que existe alguma possibilidade de eu ter fornecido pistas.

Mas existe uma diferença fundamental entre perceber o sentimento de alguém e corresponder a esse sentimento.

E eu não quero transformar gestos gentis em declarações que nunca foram feitas.

Posso falar com absoluta certeza sobre aquilo que eu senti.

Sobre aquilo que ele sente, somente ele poderá falar.

Gostar não é possuir

Talvez essa seja a parte mais importante dessa história.

Eu estou encantado pelo Gabriel.

Posso dizer isso.

Mas gostar de alguém não nos concede direito algum sobre essa pessoa.

Ele tem sua vida, sua liberdade, suas escolhas e, principalmente, naquele ambiente, está trabalhando.

Por isso existe uma linha que não quero ultrapassar.

Não vou esperá-lo na saída. Não vou pressioná-lo. Não vou exigir uma resposta para uma pergunta que sequer fiz.

Se algum dia alguma coisa tiver que acontecer, quero que aconteça pela liberdade dos dois.

Porque amor, para mim, nunca deveria significar posse.

Amar é querer estar junto de alguém que também escolheu estar junto de você.

Fé, sexualidade e o direito de amar

O encontro com Gabriel acabou abrindo espaço, no episódio de hoje, para uma conversa muito maior.

Sou cristão, teólogo e pastor de uma comunidade inclusiva. Também sou bissexual.

Essas realidades não estão em guerra dentro de mim.

Minha compreensão da mensagem de Jesus passa inevitavelmente pelo acolhimento, pela misericórdia e pela impossibilidade de transformarmos nossa fé em instrumento para condenar pessoas.

Ao mesmo tempo, minha visão pessoal sobre relacionamentos é bastante simples.

Não procuro uma multidão.

Procuro um.

Alguém para amar e por quem ser amado. Alguém com quem exista fidelidade, companheirismo, respeito, intimidade e liberdade para construir uma vida compartilhada.

Se será homem ou mulher, a vida dirá.

O que desejo é reciprocidade.

A coragem de sentir

Talvez Gabriel nunca escute o Podcast do Fábio.

Talvez escute.

E confesso que imaginar essa segunda possibilidade provoca aquele friozinho na barriga.

Porque transformar a própria vida em um audioblog significa aceitar que nunca sabemos exatamente quem está do outro lado.

Mas existe algo que aprendi e que continuo tentando praticar:

não devemos nos envergonhar da verdade do nosso coração.

Isso não significa despejar nossos sentimentos sobre outra pessoa e exigir que ela faça alguma coisa com eles.

Significa apenas não mentir para nós mesmos.

Hoje eu fiquei feliz.

Muito feliz.

Um rapaz de quem gosto sorriu para mim, conversou comigo, esteve perto de mim e, por alguns segundos, nossas mãos se encontraram sobre pequenos saquinhos de compras.

Pode não significar absolutamente nada sobre amanhã.

Mas significou alguma coisa hoje.

E talvez a vida seja justamente feita desses instantes.

Agora, ouça essa história contada por mim 🎙️

Aqui eu consegui escrever uma parte do que aconteceu.

Mas há coisas que um texto não consegue reproduzir: o constrangimento, as risadas, as pausas, minhas próprias dúvidas e a maneira como um encontro completamente inesperado acabou conduzindo boa parte do episódio.

Também converso sobre fé, cristianismo inclusivo, sexualidade, fidelidade, relacionamentos, minhas histórias de amor e o medo — e a esperança — de que certas palavras possam chegar justamente a quem as inspirou.

❤️ Um Sorriso, Um Toque e a Semana Mudou

🎧 Ouça agora o episódio completo do Podcast do Fábio:

www.podcastdofabiotv.com.br

Podcast do Fábio — o podcast da vida real.

Porque a vida não precisa ser perfeita para produzir histórias bonitas.
Às vezes, ela só precisa nos pegar de surpresa.




Fabio


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​Para Meu Crush Gabriel: quando um encontro vira música, e a música começa a contar uma história.

Às vezes, alguém entra na nossa vida sem propriamente entrar. Não houve pedido de namoro. Não houve beijo. Não houve declaração. Não existe...