21 de agosto de 2026
Há dias em que a gente termina com respostas.
E há dias em que a melhor definição possível é simplesmente:
Eu não sei.
Esta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, terminou exatamente assim para mim.
Eu não sei.
Não sei se estou percebendo alguma coisa que realmente existe ou se estou enxergando aquilo que gostaria que existisse. Não sei se determinados gestos significam alguma coisa ou absolutamente nada. Não sei se estou diante do começo de uma possibilidade ou simplesmente vivendo mais um daqueles pequenos encontros que ganham uma dimensão enorme porque acontecem justamente com alguém de quem gostamos.
Mas talvez eu esteja começando a entender uma coisa:
a vida não entrega respostas na mesma velocidade em que o coração faz perguntas.
E hoje meu coração fez algumas.
Muitas, na verdade.
Um dia que começou às 6h05
Meu dia começou cedo.
Às 6h05 da manhã eu já estava acordado porque sexta-feira é dia de colocar o lixo para fora aqui na minha rua.
Desci e fui cumprir a missão, acompanhado pouco depois pelo Tufão, meu Labrador, que resolveu participar do início do dia.
Moro em sobrado e, graças aos meus 1,98 m de altura, colocar o lixo para fora acaba sendo uma tarefa relativamente simples: levanto o saco por cima do portão e consigo deixá-lo do lado de fora.
Resolvido isso, voltei para dentro e comecei a preparar o café da manhã.
Ou melhor, o desjejum, porque café mesmo eu não tomo.
Preparei um copo de leite com Nesquik de morango e comi um pão de queijo em formato de waffle feito na airfryer.
Pode parecer uma bobagem, mas aquele sabor me trouxe uma lembrança gostosa da infância.
Eu adoro morango. E algumas coisas têm esse poder curioso de nos transportar por alguns segundos para outra época da vida.
Também preparei o café da minha mãe, como faço habitualmente, para que estivesse tudo pronto quando ela descesse mais tarde.
Mas sexta-feira também é outro dia importante para mim.
Dia de pesagem.
E tive uma notícia muito boa: em relação à sexta-feira anterior, perdi mais 1,2 kg.
É mais um pequeno passo em um processo que exige constância. Não existe mágica. Existe continuar.
E eu continuo.
Mais de trinta anos cortando o cabelo no mesmo lugar
Logo cedo também fui cortar o cabelo.
Meu barbeiro, o Sr. Rosaldo, cuida do meu cabelo há mais de trinta anos.
Isso mesmo: mais de três décadas.
Ele abre muito cedo e, por volta das 7h15, eu já estava lá.
Há alguma coisa bonita nessas permanências da vida.
O mundo muda, nós mudamos, pessoas chegam e vão embora, tecnologias aparecem, profissões se transformam, nossa própria maneira de enxergar a vida muda completamente…
E algumas pessoas continuam fazendo parte da paisagem.
Sr. Rosaldo é uma delas.
Cabelo cortado, voltei para casa porque às 8h30 começaria outra parte bastante conhecida da minha rotina.
Professor Fabio entra em cena
Das 8h30 às 10h ministrei uma aula de Direito online diretamente do meu escritório.
Depois de tantos anos dando aula, continuo gostando dessa troca.
Ser professor faz parte daquilo que sou.
Terminada a aula, entretanto, era hora de trocar computador, legislação e Direito pela piscina.
Fui para aquela que costumo chamar de Academia nº 1, onde faço natação.
Minha aula começava às 11h10. Cheguei um pouco antes, fiz minha aula normalmente e, por volta do meio-dia, já estava me arrumando para voltar para casa.
E voltei andando.
Uma das coisas boas de morar nesta região é justamente conseguir resolver muita coisa a pé.
Cheguei em casa e voltei ao trabalho.
Preparei material de Direito Administrativo voltado para concursos de tribunais e, depois, ajudei minha mãe com o almoço.
Não fiz nenhuma façanha gastronômica, evidentemente. Minha participação foi muito mais modesta: coloquei a carne para esquentar na airfryer.
Cada um ajuda com os talentos que Deus lhe concedeu. [risos]
Depois do almoço, passei na Drops Jurídicos, minha rádio, para resolver algumas burocracias e assinar documentos relacionados à inclusão da emissora em novos aplicativos de rádio pela internet.
Resolvido isso, voltei para casa, troquei de roupa e fui para a Academia nº 2.
E foi ali que começou uma parte curiosa deste dia.
Na academia, ninguém me interessava
Fui fazer meus exercícios aeróbicos e cardiovasculares.
Meu personal, Maurão, está em recesso e volta no começo de setembro, então sigo fazendo meus cardios enquanto aguardo o retorno dele.
E enquanto estava ali percebi uma coisa de maneira muito clara:
não me interessava absolutamente ninguém naquele lugar.
Ninguém.
Não estava procurando alguém.
Não estava interessado em saber quem estava olhando para mim.
Não queria descobrir se havia algum homem bonito por perto.
Não estava procurando paquera, possibilidade, romance, aventura ou absolutamente nada.
Em determinado momento meu pensamento foi quase:
“Quero que todo mundo se exploda.”
Claro que é uma maneira bem-humorada de falar.
Mas a verdade por trás da brincadeira é simples: eu estava completamente indiferente a qualquer possibilidade afetiva naquele ambiente.
Tenho falado bastante ultimamente sobre atração, desejo, carência e amor.
E talvez aquela tarde tenha me mostrado de maneira muito concreta que essas coisas realmente não são iguais.
É possível estar em um lugar cheio de pessoas e não desejar conhecer nenhuma delas.
Eu estava exatamente assim.
Queria terminar meu exercício e ir embora.
A operação para não encontrar ninguém na saída
Minha meta naquele dia era fazer 40 minutos de esteira.
E fiz.
Só que resolvi permanecer alguns minutos além do planejado por uma razão bastante peculiar: não queria sair exatamente durante a troca de horário da academia.
Preferia esperar o movimento diminuir e depois ir embora tranquilamente, sem precisar cruzar com ninguém.
Transformei aquilo numa espécie de “momento bônus”.
Só que a própria esteira aparentemente discordou do meu planejamento e resolveu parar justamente durante o bônus.
Paciência.
A missão principal estava cumprida.
Na saída, tive apenas o desprazer de encontrar o Vitor na recepção.
Não tenho afinidade com ele. Meu santo simplesmente não bate com o dele.
E quando o vi pensei, brincando comigo mesmo:
“Pronto. Vi o Vitor. Agora vem merda.”
Não veio.
Ou talvez tenha vindo apenas uma quantidade enorme de pensamentos algumas horas depois.
Saí da Academia nº 2 por volta das 18h05.
E fui ao Carrefour.
“Seja o que Deus quiser”
Antes de entrar, pensei:
Seja o que Deus quiser.
Eu precisava comprar algumas coisas para casa.
Mas existe um pequeno detalhe que quem acompanha meus relatos já conhece.
Gabriel trabalha naquele Carrefour.
Gabrielzinho.
Entrei.
E ele estava lá.
No caixa.
E aqui acontece uma coisa que, olhando retrospectivamente para o meu dia, me chama muito a atenção.
Eu acabara de passar bastante tempo dentro da Academia nº 2 completamente indiferente às pessoas ao meu redor.
Não queria conhecer ninguém.
Não queria encontrar ninguém.
Não estava interessado em ninguém.
Então entro no Carrefour, vejo uma pessoa específica…
E tudo muda.
“Boa tarde!”
Gabriel me viu.
Sorriu.
E disse:
“Boa tarde!”
Pronto.
Talvez para quem esteja lendo isso pareça absolutamente nada.
E objetivamente talvez seja mesmo apenas um cumprimento.
Mas quando gostamos de alguém, certas coisas muito pequenas adquirem outra dimensão.
Em determinado momento, Gabriel estava mexendo em um celular.
Então ele fez questão de me explicar:
“Ó, tô mexendo, mas é da empresa. É do iFood.”
Confesso que aquilo me deixou pensando.
Por que ele sentiu necessidade de me explicar?
Não sei.
E essa será uma expressão recorrente neste texto:
não sei.
Depois ele perguntou:
“Como estamos? Tudo bem?”
Eu respondi:
“Tudo bem, obrigado. E você?”
Ele disse que estava tudo bem.
Conversamos um pouco sobre as sacolas.
Ele sorriu.
E…
Foi isso.
Não houve cena de cinema
Nenhuma orquestra começou a tocar no Carrefour.
Não surgiram pétalas de rosas caindo do teto.
Gabriel não parou o atendimento para fazer uma declaração de amor.
Nossas mãos praticamente nem se tocaram naquele dia. Talvez tenha acontecido apenas aquela encostadinha de dedos absolutamente circunstancial.
Não aconteceu nenhuma cena cinematográfica.
Foi apenas um encontro.
Um encontro bom.
E eu saí de lá muito feliz.
Porque, meu Deus…
Gabriel é fofo demais.
Existe uma delicadeza nele que me encanta.
O sorriso, a maneira de falar, o jeito…
Saí feliz por tê-lo encontrado.
Ganhei meu final de sexta-feira.
Talvez até meu fim de semana.
Mas aconteceu algo estranho.
Enquanto uma parte de mim estava muito feliz, outra começou a fazer perguntas.
Será que ele gosta de mim?
Essa é a pergunta.
E eu não tenho a resposta.
Será que Gabriel gosta de mim?
Quando digo “gosta”, não estou falando simplesmente de simpatia.
Gabriel parece ser simpático comigo.
Ele conversa comigo.
Sorri.
Pergunta como estou.
Já me reconhece.
A questão que realmente me interessa é outra:
Existe alguma coisa além disso?
Será que existe nele algum interesse semelhante àquilo que existe em mim?
Ou será que estou interpretando como possibilidade aquilo que é apenas educação, simpatia e o jeito naturalmente gentil dele?
Eu não sei.
E não vou fingir que sei.
O perigo de transformar cada gesto em prova
Talvez gostar de alguém coloque nossa cabeça numa posição bastante perigosa.
Começamos a querer interpretar tudo.
Ele sorriu.
O que significa?
Perguntou como estou.
Por quê?
Explicou que estava usando o celular da empresa.
Por que sentiu necessidade de explicar?
Outro dia nossas mãos se tocaram.
Será que significou alguma coisa?
Hoje praticamente não se tocaram.
Será que isso significa alguma coisa?
E talvez a resposta mais sensata seja:
não necessariamente.
Um toque pode ser acidental.
A ausência de um toque também pode não significar absolutamente nada.
Um sorriso pode significar interesse.
Mas também pode significar carinho, simpatia, educação ou simplesmente que aquela pessoa gosta de conversar conosco.
Uma conversa pode significar muita coisa.
Ou pode ser simplesmente…
uma conversa.
E percebi que talvez eu esteja querendo que pequenos acontecimentos respondam uma pergunta grande demais para eles.
Há perguntas que um sorriso não consegue responder.
Há perguntas que um toque de mãos não consegue responder.
Há perguntas que somente o tempo — e talvez um dia a própria pessoa — poderá responder.
E então veio uma pergunta ainda pior
Saí do Carrefour perguntando se Gabriel gosta de mim.
Mas, no caminho de volta, apareceu uma pergunta muito mais dolorida:
Será que eu erro sempre?
Essa me atingiu.
Será que eu sempre escolho alguém que não vai me escolher?
Será que novamente estou enxergando uma possibilidade que existe somente dentro de mim?
Será que mais uma vez vou gostar de alguém para depois descobrir que aquilo nunca poderia ser recíproco?
É curioso perceber como nossa história afetiva entra conosco em cada nova possibilidade.
Às vezes uma pessoa que acabou de chegar à nossa vida acaba, involuntariamente, sendo julgada por acontecimentos que pertencem a outras pessoas.
E isso não é justo.
Nem conosco.
Nem com ela.
Gabriel não me rejeitou
Foi então que percebi algo extremamente importante.
Gabriel não me rejeitou.
Nada ruim aconteceu naquele Carrefour.
Absolutamente nada.
Pelo contrário.
Ele me cumprimentou, conversou comigo, perguntou como eu estava, explicou o que estava fazendo, sorriu.
Tivemos uma interação agradável.
Portanto, por que minha cabeça já estava tentando imaginar rejeição?
Porque o medo às vezes tenta escrever o final de uma história que ainda nem começou.
E eu não quero fazer isso comigo.
Também não quero fazer isso com Gabriel.
Não tenho o direito de transformar a simpatia dele numa declaração de amor que ele nunca fez.
Seria criar um personagem e atribuir sentimentos a uma pessoa real.
Mas existe o outro extremo.
Também não tenho o direito de transformar a ausência de uma declaração de amor em uma rejeição que ele igualmente nunca fez.
E talvez esta seja a conclusão mais honesta possível:
Eu simplesmente não sei.
Mas existe uma coisa que eu sei
Depois de tantas perguntas, existe pelo menos uma resposta.
Eu sei o que acontece comigo.
Na academia, não me interessava ninguém.
Podiam existir homens bonitos, interessantes ou seja lá o que for.
Eu queria terminar meus exercícios e ir embora.
Então cheguei ao Carrefour.
Encontrei uma pessoa específica.
Ouvi um simples “boa tarde”.
Vi aquele sorriso.
E fiquei feliz.
Portanto, talvez eu não saiba o que Gabriel sente.
Mas eu sei que existe alguma coisa nele que me encanta.
E isso é meu.
Não preciso atribuir nada a ele para reconhecer aquilo que acontece dentro de mim.
Eu gostaria de conhecer Gabriel
E aqui está talvez a parte mais importante.
Eu não quero conhecer apenas “o rapaz fofo do caixa do Carrefour”.
Quero dizer: se algum dia houver abertura e interesse recíproco, eu gostaria de conhecer Gabriel.
A pessoa real.
Queria saber quem ele é quando não está atrás daquele caixa.
O que pensa.
Do que gosta.
Quais são seus sonhos.
Quais são seus defeitos.
Suas manias.
O que o faz rir.
O que o irrita.
O que deseja para a própria vida.
Porque existe uma enorme diferença entre gostar da imagem que construímos de alguém e amar uma pessoa.
Para amar verdadeiramente é necessário conhecer.
E eu ainda conheço muito pouco sobre ele.
Talvez eu esteja apenas diante da porta de uma possibilidade.
E nem sei se essa porta algum dia será aberta.
Eu não quero simplesmente “alguém”
Aquele contraste entre a Academia nº 2 e o Carrefour também me fez perceber outra coisa.
Eu não quero simplesmente alguém.
Se minha necessidade fosse apenas encontrar um homem, provavelmente bastaria olhar ao redor.
Não é isso.
Eu quero uma coisa muito mais rara:
reciprocidade.
Quero escolher alguém que também escolha estar comigo.
Não quero alguém que permaneça ao meu lado porque precisa de mim.
Não quero dependência disfarçada de amor.
Quero liberdade.
Quero duas pessoas que poderiam ir embora, mas que, tendo liberdade para isso, continuam escolhendo permanecer.
Quero poder olhar para alguém e dizer:
“Eu quero você. Eu escolho você.”
E quero ouvir essa pessoa dizer a mesma coisa para mim.
Não uma vez.
Mas continuamente.
Porque, para mim, talvez seja justamente isso que transforme relacionamento em amor vivido:
escolher e ser escolhido.
Talvez seja por isso que a incerteza doa
Quando você não procura simplesmente companhia, mas reciprocidade, a pergunta “será que ele gosta de mim?” ganha um peso muito maior.
Não estou procurando apenas alguém que aceite estar comigo.
Quero alguém que queira estar comigo.
E talvez por isso eu deseje tanto descobrir se existe alguma coisa do outro lado.
Mas querer uma resposta não faz com que ela exista antes da hora.
Então preciso aprender a conviver com isso.
Entre a pergunta e a resposta
Talvez amadurecer afetivamente seja também aprender a suportar o espaço que existe entre a pergunta e a resposta.
Sem pressionar o outro.
Sem inventar sinais.
Sem desistir antecipadamente.
Sem transformar esperança em certeza.
E sem transformar medo em rejeição.
Eu sei muito bem o que quero viver.
Mas não posso exigir que ninguém queira viver a mesma coisa comigo.
Nem Gabriel.
Nem qualquer outra pessoa.
O que posso fazer é continuar procurando alguém que queira.
Alguém que me escolha enquanto eu também o escolho.
E se Gabriel não for essa pessoa?
Pode acontecer.
Talvez um dia eu descubra que não existe absolutamente nenhum interesse romântico da parte dele.
Talvez descubra que existe.
Talvez nem tenhamos oportunidade de descobrir.
A vida pode seguir por caminhos completamente diferentes daqueles que imaginamos.
Mas existe algo que hoje consigo dizer:
se um dia eu descobrir que Gabriel não é essa pessoa, isso não transformará aquilo que senti em erro.
Vai doer?
Provavelmente.
Somos humanos.
Mas sentir alguma coisa verdadeira por alguém não é fracassar.
Fracasso seria permitir que o medo de uma possível rejeição me convencesse de que nunca mais vale a pena sentir.
E Gabriel, independentemente do que essa história venha ou não a ser, já me lembrou de uma coisa muito importante:
eu ainda posso gostar de alguém.
Meu coração ainda consegue se encantar.
Ainda consigo olhar para alguém e ter vontade de conhecê-lo.
E isso, por si só, já significa alguma coisa para mim.
Então, Gabriel gosta de mim?
Chegamos novamente à pergunta do começo.
Gabriel gosta de mim?
Não sei.
Estou errado por gostar dele?
Não.
E entre essas duas respostas existe uma história que ainda está sendo escrita.
Talvez não dê em nada.
Talvez dê em alguma coisa.
Talvez daqui a algum tempo eu releia este texto e dê risada de todas essas perguntas.
Talvez eu o releia com saudade.
Talvez descubra que estava enxergando coisas que não existiam.
Ou talvez descubra que alguma coisa estava começando enquanto nenhum de nós sabia exatamente como nomeá-la.
Eu não sei.
E, pela primeira vez em muito tempo, talvez eu precise aceitar que não saber também faz parte da história.
Por enquanto, fico com aquele sorriso no caixa do Carrefour.
Fico com o “boa tarde”.
Fico com o “como estamos? tudo bem?”.
Fico com a explicação inesperada sobre o celular do iFood.
Fico com uma conversa sobre sacolas que, para qualquer outra pessoa, provavelmente não significaria absolutamente nada.
E fico principalmente com a tranquilidade de reconhecer aquilo que realmente posso afirmar sem inventar sentimentos de ninguém:
eu gostaria de conhecer melhor o Gabriel.
O resto não depende apenas de mim.
E talvez seja exatamente aí que esteja a beleza — e também o medo — de gostar de alguém.
Porque amar nunca poderá ser uma decisão unilateral.
Eu posso escolher.
Mas para existir aquilo que verdadeiramente procuro, alguém também precisará olhar para mim, livremente, e escolher.
Até lá, não vou escrever o final antes da hora.
A vida continua.
E o próximo capítulo…
nem eu sei qual será. ❤️
