quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quem me dera ser seu namorado! (As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar)

“Quem me dera ser seu namorado.”


As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar! 


Existem dias que começam comuns.


Uma quarta-feira fria.

Academia.

Natação de manhã.

Musculação à tarde com o Maurão.

Mercado para comprar algumas coisas para a mãe.

Rotina.

Vida normal.

Nada de extraordinário.


E talvez seja justamente aí que a vida mais gosta de surpreender.


O episódio de hoje do Podcast do Fabio nasceu assim: de um encontro simples, inesperado e profundamente humano.


No meio do mercado, entre caixas, corredores e compras comuns de uma noite gelada de São Paulo, alguém olha pra mim e pergunta:

“Uai… você não é o Fábio?”


E de repente, sem aviso nenhum, a vida muda de tom.


Não era alguém me reconhecendo pela aparência.

Não era alguém me reconhecendo por uma foto.

Era pela voz.


Pela voz de alguém que, durante tanto tempo, abriu um microfone apenas para conversar com a própria solidão.


O Gustavo me acompanha no podcast.

Nas redes.

Nos episódios.

Nas reflexões.

Nos áudios gravados tarde da noite.

Nos dias bons e ruins.


E aquilo já teria sido bonito por si só.


Mas então veio a frase que me desmontou completamente:

“Quem me dera ser seu namorado.”


Existem frases que pegam a gente desprevenido.

Existem palavras que entram sem pedir licença.

E existem noites em que um simples comentário consegue atravessar o coração inteiro de alguém.


Eu fiquei sem reação.


Talvez porque a gente vá envelhecendo e aprendendo a esconder certas carências.

Talvez porque, depois de um tempo, a gente se acostume mais a ouvir “mas” do que “fica”.

Talvez porque a maturidade ensine muita coisa — menos como reagir quando alguém toca exatamente na parte da alma que ainda estava sensível.


Foi estranho.

Mas foi lindo.


Porque no fundo, no fundo, acho que todos nós queremos a mesma coisa:

ser vistos.

ser lembrados.

ser desejados.

ser amados de verdade.


Não por uma foto.

Não por um corpo.

Não por uma fantasia rápida.

Mas pela presença.

Pela voz.

Pela essência.


E foi impossível não pensar naquela velha ironia da vida:

quando a gente para de procurar, as coisas parecem aparecer.


Durante anos, eu vivi fases diferentes.

Fases rasas.

Fases impulsivas.

Fases de vazio.

Fases em que encontros terminavam e deixavam apenas silêncio depois.


Hoje não.


Hoje eu já entendi que carinho vale mais do que pressa.

Conexão vale mais do que desejo imediato.

E companhia vale mais do que qualquer aventura sem alma.


Talvez por isso esse encontro tenha mexido tanto comigo.


Porque ele veio simples.

Sem roteiro.

Sem preparação.

Sem performance.


Só um menino fofo no mercado dizendo que escuta minha voz nas noites da vida.


No episódio também teve Laura Pausini.

Teve Luka.

Teve Locomia.

Teve frio paulistano.

Teve garganta ruim.

Teve nostalgia.

Teve rádio.

Teve reflexões sobre o tempo.

E teve uma verdade muito forte ecoando dentro de mim:


ainda existem pessoas capazes de nos surpreender.


E talvez seja exatamente isso que mantenha a vida bonita.


🎙️ Ouça o episódio completo no Podcast do Fabio:

taggo.one/podcastdofabio


Porque às vezes um simples:

“Quem me dera ser seu namorado”

é suficiente para mudar completamente a temperatura de uma noite.


Episódio em https://taggo.one/podcastdofabio 

​Eu Quero Viver Uma História. Não Uma Noite.

Eu Quero Viver Uma História. Não Uma Noite.


Há uma diferença gigantesca entre sentir desejo… e viver vazio.


Pouca gente tem coragem de admitir isso hoje.


Vivemos numa geração que aprendeu a consumir pessoas como quem troca de roupa. Tudo virou rápido, descartável, superficial. Conversas rasas. Relações instantâneas. “Contatinhos”. Matches. Corpos. Aparências. Noites.


Mas o coração humano continua tendo sede de algo muito maior.


E talvez seja exatamente aí que muita gente esteja se perdendo.


Porque sexo pode até aliviar o corpo por algumas horas…

mas não consegue preencher a alma quando ela está carente de verdade, afeto, presença e pertencimento.


Existe um momento na vida em que a gente percebe que não quer mais apenas alguém para dividir uma cama.

A gente quer alguém para dividir o silêncio.

O cansaço.

O domingo.

As dores.

A rotina.

A vida.


E isso muda tudo.


Não há problema algum em sentir desejo. Desejo faz parte da condição humana. Libido não é pecado. Carência não é vergonha. Tesão não transforma ninguém em alguém pior.


O problema começa quando a pessoa passa a usar o próprio corpo como tentativa desesperada de preencher vazios emocionais que nenhuma noite consegue resolver.


E talvez uma das frases mais duras da vida seja justamente essa:


“Eu posso conseguir alguém para hoje. Mas será que alguém ficaria amanhã?”


Muita gente consegue companhia para algumas horas.

Pouquíssimas conseguem construir permanência.


Talvez porque construir uma história exige coragem.


Coragem para ser transparente.

Coragem para ser fiel.

Coragem para não brincar com sentimentos.

Coragem para não viver relações duplas.

Coragem para amar sem máscaras.


E amar de verdade ficou assustadoramente raro.


Hoje, parece mais fácil colecionar conversas do que construir intimidade.

Mais fácil seduzir do que permanecer.

Mais fácil desejar do que cuidar.


Mas ainda existem pessoas que acreditam no amor vivido com profundidade.

Ainda existem pessoas que não querem apenas “curtir”.

Ainda existem pessoas que sonham em viver algo limpo, inteiro, verdadeiro.


Pessoas que não estão procurando perfeição.

Estão procurando verdade.


Porque no final das contas, ninguém quer ser apenas mais um corpo na memória de alguém.


Todo ser humano deseja, no fundo, ser escolhido de verdade.


Ser prioridade.

Ser paz.

Ser casa.


Talvez por isso tantas pessoas estejam cansadas.


Cansadas de jogos emocionais.

Cansadas de promessas vazias.

Cansadas de relações superficiais.

Cansadas de serem vistas apenas como aparência, desejo ou conveniência.


E é justamente nesse momento que muita gente começa a entender algo profundo:


Nem toda solidão machuca.

Às vezes, o que machuca mesmo é estar cercado de pessoas e ainda assim sentir-se vazio.


Por isso existe uma escolha silenciosa que muita gente madura começa a fazer:


Parar de procurar quantidade…

e começar a procurar sentido.


Porque chega uma hora em que a alma pede calma.

Pede verdade.

Pede reciprocidade.

Pede alguém que fique.


Alguém que não queira apenas uma noite.


Mas uma história.



Episódio em https://taggo.one/podcastdofabio 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

✝️ “Escuta a minha oração, ó Deus, não ignores a minha súplica.”

✝️ “Escuta a minha oração, ó Deus, não ignores a minha súplica.”


Não é a oração triunfalista de quem está no controle.
É a oração quebrada de quem já percebeu que não consegue mais sustentar tudo sozinho.


E talvez exista algo extremamente bonito nisso.


Porque é justamente quando a arrogância da autossuficiência cai que nasce a espiritualidade verdadeira.


Muitos só começam realmente a rezar quando a vida quebra suas falsas seguranças.
Quando chega a doença.
Quando vem a solidão.
Quando o casamento entra em crise.
Quando o dinheiro desaparece.
Quando a ansiedade sufoca.
Quando a alma se vê perdida no meio da própria estrada.


Nesses momentos, Deus não aparece como condenação.
Ele aparece como abrigo.


A reflexão de hoje também possui uma dimensão profundamente pastoral. Ela recorda que Deus não deseja ser o último telefone de emergência acionado quando tudo já deu errado. Ele deseja caminhar conosco antes da tragédia, durante a luta e depois da dor.


Talvez o maior problema espiritual do homem contemporâneo não seja a falta de inteligência, mas a dificuldade de se ajoelhar.


Há pessoas extremamente capacitadas intelectualmente, mas incapazes de confiar.
Pessoas que sabem administrar empresas, processos, contas, compromissos e agendas, mas não conseguem entregar o coração nas mãos de Deus.


Por isso o texto termina de forma tão poderosa ao recordar:


“Entregue suas preocupações ao Senhor, e Ele o susterá.”


O verbo sustentar aqui é belíssimo.
Deus não promete ausência de lutas.
Ele promete sustento no meio delas.


A fé cristã nunca foi uma promessa de estrada sem tempestades.
Ela é a certeza de que não caminhamos sozinhos.


E talvez hoje seja exatamente esse o convite de Deus para muitos de nós:
parar alguns minutos no acostamento da vida,
silenciar o coração,
respirar profundamente,
e permitir que a graça divina alcance aquilo que nossa força humana já não consegue mais carregar.


Porque existem momentos em que o maior milagre não é a mudança imediata das circunstâncias.


É o fato de Deus nos impedir de desmoronar no meio delas.


✝️ Salmo 55:
“Entrega teus cuidados ao Senhor, e ele te sustentará.”



Projeto Voz & Fé 

Fabio Tadeu 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Estou Aqui, Não Morri: Entre Rádio, Fé, Concursos, Academia e uma Noite Fria em São Paulo

Estou Aqui, Não Morri: Entre Rádio, Fé, Concursos, Academia e uma Noite Fria em São Paulo


Há noites em que a gente simplesmente sente que precisa falar.


Nem sempre porque existe um grande assunto.  

Nem sempre porque existe uma novidade extraordinária.  

Às vezes, a gente só precisa aparecer, respirar fundo e dizer:


“Estou aqui.”


Foi exatamente isso que aconteceu nesta fria noite de segunda-feira, 18 de maio de 2026, em São Paulo. Enquanto o frio batia lá fora, o cobertor aquecia o quarto e vídeos antigos do Locomia tocavam no YouTube, eu liguei o microfone para gravar mais um episódio do Podcast do Fabio.


Depois de cerca de duas semanas sem postar nada, senti que precisava “dar sinal de vida”. Quem acompanha meu audioblog há anos sabe que eu sempre brinquei dizendo que, se um dia eu sumisse por mais de uma semana, talvez fosse porque eu tivesse morrido. Graças a Deus, não foi o caso.


A verdade é que a vida ficou extremamente puxada.


Hoje eu concilio muitas versões de mim mesmo:

⚖️ advogado;  

📚 professor de Direito para OAB e concursos públicos;  

📻 radialista e CEO da Web Rádio Drops Jurídico;  

✝️ teólogo e pastor-presidente da Comunidade Cristã Voz & Fé;  

🎹 músico católico, tocando e cantando em missas;  

🏊 alguém tentando cuidar da saúde, emagrecer e reencontrar equilíbrio.


Tudo isso ao mesmo tempo.


E apesar do cansaço, eu gosto da vida que construí.


## A correria que vale a pena


Ser responsável por uma web rádio parece algo simples para muita gente. Mas não é.


Existe programação, gravação, edição, organização, divulgação, planejamento, manutenção, responsabilidades… e quando você é o CEO, tudo acaba passando pelas suas mãos em algum momento.


Ao mesmo tempo, continuo dando aulas diariamente. Direito Constitucional, concursos públicos, OAB… ensinar continua sendo uma das coisas que mais me fazem bem na vida. Foi uma escolha consciente. Eu escolhi ser professor.


Também sigo firme com a Comunidade Cristã Voz & Fé, um projeto espiritual inclusivo que nasceu do coração e que, graças a Deus, vem crescendo e dando frutos.


## O processo de amadurecimento


Talvez uma das maiores mudanças dos últimos anos tenha sido emocional.


Hoje percebo que aprendi — talvez até de forma forçada — a colocar algumas prioridades no lugar certo.


Tenho pensado mais em mim.  

Mais na minha saúde.  

Mais no meu trabalho.  

Mais na minha missão.  

Mais no meu equilíbrio.


E isso não significa abandonar sentimentos ou deixar de acreditar no amor. Significa apenas amadurecer.


Entender que relacionamento não pode ser o centro absoluto da existência.


## Entre academia, natação e 15 quilos perdidos


Mesmo nesse frio de São Paulo, continuo firme na natação e nos exercícios.


Tenho treinado cardio, exercícios aeróbicos e musculação com o Maurão, meu querido amigo e personal trainer. E os resultados apareceram: foram 15 kg perdidos em cerca de três meses.


Ainda existe um caminho longo pela frente, mas estou feliz por perceber mudanças reais no corpo, na disposição e principalmente na mente.


## Locomia, nostalgia e memórias dos anos 90


E sim… teve espaço até para nostalgia.


Enquanto assistia vídeos antigos do Locomia, percebi algo engraçado: talvez eu gostasse tanto deles não apenas pelas músicas ou pela estética extravagante, mas porque eles eram realmente bonitos.


É curioso como certas coisas da juventude fazem mais sentido décadas depois.


Talvez amadurecer também seja isso:

olhar para trás sem culpa, sem vergonha, sem medo de entender quem você era.


## O Podcast do Fabio sempre foi vida real


O Podcast do Fabio nunca nasceu para ser um produto perfeito.


Ele nasceu como um audioblog. Um espaço de pensamentos, sentimentos, reflexões e registros da vida.


E talvez seja exatamente isso que mantém tanta gente por perto até hoje:

a sinceridade.


Sem personagem.  

Sem roteiro perfeito.  

Sem máscara.


Só alguém tentando viver, aprender, cair, levantar e continuar seguindo.


## Vida que segue


No fim das contas, talvez esse episódio inteiro tenha sido apenas isso:


um homem cansado, numa noite fria, tentando lembrar a si mesmo — e às pessoas que o acompanham — que continua vivo, firme e seguindo em frente.


Com fé.  

Com trabalho.  

Com responsabilidades.  

Com saudades de algumas coisas.  

Com maturidade para outras.  

E com esperança no que ainda pode acontecer.


Porque a vida continua.


E eu continuo aqui.



🎙️ Ouça o episódio completo do Podcast do Fabio:  

https://taggo.one/podcastdofabio 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Depois de Tantas Pancadas, Eu Só Quero Paz.

Eu Não Procuro Corpo. Procuro Algo Que Permaneça.


Hoje eu percebi uma coisa curiosa.


Às vezes, uma frase simples dita num podcast reverbera mais do que deveria.


Ou talvez reverbere exatamente porque foi verdadeira.


Depois do episódio em que falei sobre o Agnaldo — o meu eterno crush do pet shop — eu recebi muitas mensagens. Muitas mesmo.


Mensagens bonitas.

Mensagens emocionadas.

Mensagens sinceras.


Mas também mensagens que me fizeram perceber como as pessoas ainda confundem afeto com sexualização.


Como se falar de carinho fosse automaticamente um convite.

Como se dizer que alguém marcou a nossa vida significasse necessariamente desejo físico.

Como se o mundo tivesse desaprendido a enxergar sentimentos sem transformar tudo em corpo.


E talvez tenha desaprendido mesmo.


Por isso eu senti necessidade de escrever este texto.


Pra deixar algo muito claro:

eu não procuro corpo.


Eu procuro algo que permaneça.


Pode parecer estranho ouvir isso vindo de alguém que já viveu relacionamentos, já sofreu, já se decepcionou e já passou por tanta coisa emocionalmente confusa.


Mas talvez justamente por isso eu pense assim hoje.


A vida bate.


E bate forte.


Com o tempo, a gente começa a perceber que certas experiências deixam um vazio enorme.


E eu já vivi esse vazio.


Já vivi relações que começaram rápido demais.

Já coloquei sentimento onde não deveria.

Já confundi atenção com amor.

Já transformei carência em esperança.

Já me entreguei mais do que me entregaram.


E talvez o maior problema do canceriano seja exatamente esse:

sentir antes da hora.


Criar futuro onde ainda não existe presente.


Eu fui assim durante muito tempo.


Hoje não mais.


Hoje continuo sentimental, mas muito mais racional.

Muito mais cuidadoso.

Muito mais consciente daquilo que quero viver.


E o mais curioso é perceber que justamente o homem que mais marcou minha vida… foi alguém com quem eu nunca tive nada.


Nada físico.

Nada íntimo.

Nada sexual.


O Agnaldo nunca foi meu namorado.

Nunca me beijou.

Nunca me tocou.


Mas mexeu comigo de uma forma que poucas pessoas conseguiram.


Talvez porque existisse respeito.

Talvez porque existisse verdade.

Talvez porque existisse algo raro hoje em dia:

olhar.


Não sei explicar.


Só sei que algumas pessoas deixam marcas sem precisar tocar na gente.


E talvez seja por isso que eu tenha chamado ele de “eterno crush”.


Porque certas pessoas não viram relacionamento.

Viram memória.


E memória, às vezes, permanece mais do que muita relação que aconteceu de verdade.


Hoje eu entendo melhor aquilo que eu quero viver.


Não quero promiscuidade.

Não quero coleção de corpos.

Não quero viver em função de sexo.

Não quero mensagens vazias.

Não quero conversas que começam e terminam apenas no desejo físico.


Sexo pode acontecer?

Claro que pode.


Mas sexo nunca foi a prioridade da minha vida.


Nunca foi.


O que eu sempre procurei foi presença.


Alguém que fique.


Alguém que permaneça quando o encanto passar.

Quando a beleza mudar.

Quando o corpo envelhecer.

Quando a rotina chegar.

Quando a vida apertar.


Porque é muito fácil desejar alguém por alguns minutos.

Difícil é escolher permanecer.


E talvez por isso eu esteja tão cansado emocionalmente de certas coisas.


Eu olho muito mais para caráter do que para aparência.

Muito mais para sentimento do que para corpo.

Muito mais para reciprocidade do que para estética.


E olha que eu sei muito bem como o mundo funciona.


Principalmente dentro do meio GLS.


Existe muita cobrança estética.

Muito julgamento silencioso.

Muito descarte emocional.

Muita gente procurando perfeição física enquanto vive um vazio gigantesco por dentro.


E eu digo isso sem julgamento.


Cada um vive como quer.


Mas eu também tenho o direito de querer algo diferente.


Querer fidelidade.

Querer paz.

Querer reciprocidade.

Querer verdade.

Querer um amor tranquilo.


Talvez eu seja antiquado.

Talvez eu seja sentimental demais.

Talvez eu ainda acredite em coisas que o mundo moderno acha ridículas.


Mas tudo bem.


Eu continuo acreditando.


Inclusive minha fé me ajuda muito nisso.


Eu acredito profundamente num Deus que acolhe.

Num Deus que ama.

Num Deus que não exclui.

Num Deus que não transforma pessoas em erro.


E talvez seja exatamente por isso que eu tenha criado a Voz & Fé.


Porque eu acredito que ninguém deveria viver espiritualidade baseada em medo, vergonha ou rejeição.


Nós somos criaturas feitas por um Deus que é amor.


E se fomos criados pelo amor…

então não fomos feitos para viver vazios.


Entre uma aula e outra.

Entre academia, natação, missas, gravações, alunos, consultas médicas, rotina, preocupações e responsabilidades…

eu sigo tentando entender a vida.


Sigo tentando entender sentimentos.

Sigo tentando entender por que algumas pessoas passam tão rápido…

e outras permanecem pra sempre dentro da gente.


Talvez eu nunca descubra.


Talvez ninguém descubra.


Mas uma coisa eu sei:

não quero mais viver relações vazias.


Não quero mais transformar solidão em qualquer companhia.


Prefiro esperar.

Prefiro ter paz.

Prefiro continuar sozinho do que viver algo que me destrua emocionalmente outra vez.


E talvez essa tenha sido a maior lição que o tempo me ensinou.


O tempo ensina.


Às vezes ensina doendo.


Mas ensina.


E hoje, depois de tantas pancadas emocionais, eu finalmente consigo dizer isso sem medo:


Eu não procuro corpo.


Eu procuro algo que permaneça.



Eu Não Procuro Corpo. Procuro Algo Que Permaneça.

# Eu Não Procuro Corpo. Procuro Algo Que Permaneça.


Existem episódios que nascem como conversa.


E existem episódios que acabam virando confissão.


O episódio de hoje do Podcast do Fabio talvez tenha sido exatamente isso:

uma confissão aberta, humana, vulnerável e profundamente real.


Daquelas que não cabem apenas em áudio.

Precisam virar texto.

Precisam virar memória.

Precisam existir também escritas.


Porque algumas dores não passam.

Algumas marcas não desaparecem.

E alguns sentimentos… continuam ecoando dentro da gente mesmo quando o mundo inteiro segue andando.


Tudo começou de maneira simples.


Uma frase.


Uma frase dita quase sem pretensão:

o comentário sobre o “eterno crush” — Agnaldo, do pet shop.


E foi aí que algo curioso aconteceu.


As mensagens começaram a chegar.


Muitas mensagens.


Mais do que o esperado.


Mais do que o imaginado.


Mais do que talvez devesse acontecer por causa de uma simples frase dita em um podcast.


E talvez esteja exatamente aí uma das coisas mais assustadoras — e mais bonitas — da comunicação verdadeira:

quando alguém fala com sinceridade, as pessoas percebem.


Mesmo quando a pessoa está tentando apenas conversar.


Talvez porque hoje em dia exista pouca verdade.

Pouca transparência.

Pouca vulnerabilidade.

Pouca coragem de falar de sentimentos sem transformar tudo em espetáculo ou vulgarização.


E foi justamente isso que o episódio inteiro tentou deixar claro:

nem todo afeto é sexual.

Nem todo crush é convite.

Nem todo carinho é putaria.

Nem todo desejo nasce da carne.


Existe gente que ainda procura presença.

Existe gente que ainda procura reciprocidade.

Existe gente que ainda sonha com fidelidade, cuidado, respeito e permanência.


E talvez isso soe antiquado em um mundo que desaprendeu a permanecer.


O episódio inteiro gira em torno dessa ideia.


A necessidade de colocar limites.

Limites emocionais.

Limites afetivos.

Limites até mesmo nas mensagens recebidas.


Porque existe um momento da vida em que a pessoa percebe que não quer mais viver de superficialidade.


Não quer mais colecionar corpos.

Não quer mais alimentar conversas vazias.

Não quer mais transformar carência em falsa conexão.


E talvez uma das frases mais fortes do episódio seja justamente essa:


“Eu não procuro corpo. Eu procuro algo que permaneça.”


Isso resume quase tudo.


Resume as decepções.

Resume os relacionamentos passados.

Resume os erros.

Resume a maturidade.

Resume as pancadas que a vida deu.


E talvez resuma também o que muita gente sente… mas não consegue verbalizar.


Ao longo do episódio, aparecem os nomes de pessoas que passaram pela vida do apresentador:

Rodrigo.

Pedro.

Yuri.

Ivan.

Outros tantos.

Alguns viraram aprendizado.

Outros viraram trauma.

Outros viraram apenas memória.


E existe também o Agnaldo.


O “eterno crush”.


Curioso perceber que justamente o relacionamento que nunca aconteceu acabou se tornando o mais marcante.


Talvez porque algumas pessoas entram na nossa vida não para viver uma história completa…

mas para despertar algo dentro da gente.


Agnaldo parece ocupar exatamente esse lugar.


Não houve beijo.

Não houve sexo.

Não houve relacionamento.


Mas houve olhar.


Houve respeito.


Houve sentimento.


E às vezes isso basta para deixar marcas eternas.


Talvez seja exatamente por isso que o episódio emociona.


Porque ele não fala sobre conquistas.

Ele fala sobre ausências.


Não fala sobre posse.

Fala sobre memória.


Não fala sobre sexo.

Fala sobre conexão.


E isso faz muita diferença.


O episódio também toca num ponto delicado:

a maneira como o meio GLBT/GLS frequentemente é reduzido apenas à sexualização.


E aqui existe um detalhe importante:

não há condenação das escolhas alheias.


Existe apenas um posicionamento pessoal.


A afirmação clara de alguém que já viveu experiências, já se decepcionou, já tentou encaixar-se em lugares onde não cabia… e hoje entende melhor aquilo que realmente deseja viver.


O texto do episódio deixa claro:

cada pessoa tem direito de viver como quiser.


Mas ele também reivindica outro direito:

o direito de procurar algo diferente.


Algo mais sério.

Mais estável.

Mais verdadeiro.

Mais afetivo.

Mais inteiro.


E talvez uma das partes mais fortes seja quando ele fala sobre relacionamentos abertos.


Não como julgamento.

Mas como experiência vivida.


Existe uma honestidade muito brutal nisso.


A percepção de que certas escolhas simplesmente não funcionam para algumas pessoas.


E tudo bem.


Nem toda liberdade emocional significa felicidade emocional.


Às vezes a pessoa percebe tarde demais que abriu a relação…

mas fechou o próprio coração.


Outro ponto extremamente humano do episódio é a maneira como ele mistura sentimentos profundos com a rotina mais comum do mundo.


Entre reflexões sobre amor, aparecem:

academia.

natação.

médico.

missa.

aulas.

concursos públicos.

a mãe indo ao médico.

os exames.

o treino com Mauro.

a igreja.

o ministério de música.


E talvez seja exatamente isso que torna tudo tão verdadeiro.


A vida real nunca acontece em câmera lenta.


A gente sofre…

e depois precisa ir trabalhar.


A gente sente falta…

e depois precisa resolver exames médicos.


A gente lembra de alguém…

e depois precisa ministrar aula.


A vida não para porque o coração está confuso.


E talvez por isso o episódio tenha tanta força.


Porque ele é absurdamente humano.


Também existe um ponto muito importante:

a fé.


O episódio reafirma várias vezes a visão de um Deus que acolhe.

Que ama.

Que não exclui.

Que não castiga pessoas por existirem.


E isso conversa diretamente com a proposta da Comunidade Cristã Voz & Fé.


Uma espiritualidade baseada no acolhimento e não na condenação.


No amor e não no medo.


Na presença e não na exclusão.


Talvez uma das reflexões mais bonitas seja justamente essa:

“Se somos criaturas feitas de um Criador que é amor… então somos projeto de amor.”


Existe poesia nisso.


Existe teologia nisso.


Existe humanidade nisso.


E no meio de tudo ainda surge o “menino do açougue”.


Quase como um símbolo curioso da vida.


Depois de tantas pancadas emocionais…

de tantas desilusões…

de tantas histórias mal resolvidas…

talvez ainda exista alguém olhando.


Talvez ainda exista espaço para surpresa.


Talvez ainda exista possibilidade.


Ou talvez não exista nada.


E tudo bem também.


Porque o episódio não termina prometendo finais felizes.


Ele termina apenas reconhecendo a verdade da vida:

a vida segue.


Com ou sem respostas.

Com ou sem certezas.

Com ou sem reciprocidade.


A vida segue.


E talvez crescer seja exatamente isso:

continuar caminhando mesmo sem saber exatamente para onde o coração ainda quer ir.


No fim, o episódio de hoje não foi sobre crushes.


Foi sobre maturidade.


Sobre limites.


Sobre dignidade emocional.


Sobre aprender a não aceitar qualquer coisa só para não ficar sozinho.


Sobre entender que presença vale mais do que desejo.


E principalmente:

sobre continuar acreditando que ainda existem pessoas capazes de amar de verdade.


Mesmo num mundo que desaprendeu a permanecer.


🎙️ Ouça o episódio completo no Podcast do Fabio:

https://taggo.one/podcastdofabio

sábado, 2 de maio de 2026

Sábado à noite não é mais o mesmo — e talvez nunca tenha sido!


São 21h03.

E, como de costume, já é a terceira tentativa de começar a gravação.

Engraçado como isso resume muita coisa.

A gente tenta começar… recomeça… ajusta… respira…
até que, finalmente, aceita:
não precisa ser perfeito — só precisa ser verdadeiro.

E talvez seja isso que este sábado à noite seja.

Não uma festa.
Não uma expectativa.
Mas um retrato.

Da vida como ela é.


Existe uma ideia que nos acompanha desde sempre:
sábado à noite é o momento em que tudo pode acontecer.

É o dia da virada.
Do encontro.
Do inesperado.

Quando a gente é mais novo, acredita nisso com força.

Mas o tempo passa.

E, aos poucos, a gente entende uma coisa desconfortável —
e libertadora:

nem todo sábado muda a vida.

E está tudo bem.


Hoje, o sábado começou cedo.

Frio em São Paulo.
Aquele frio que faz o corpo hesitar… mas não impede.

Piscina.
Respiração controlada.
Movimento repetido.

A vida acontecendo no básico.

Depois, trabalho.

Rádio.
Gravação.
Responsabilidade.

Porque ser dono de algo não é título —
é presença.

É estar ali quando precisa.
É fazer acontecer quando ninguém está vendo.


No meio do caminho, pequenas cenas.

Um mercado sujo que incomoda.
Uma padaria que acolhe.
Um frango assado para dividir com a mãe.

Simples.

Mas profundamente humano.


E, entre uma coisa e outra, a vida também sussurra.

Um olhar que se prolonga mais do que o normal.
Uma conversa que revela que alguém te escuta —
sem você perceber.

Um detalhe que poderia virar história…

Mas não vira.

Porque hoje, diferente de antes, existe consciência.

Não é mais sobre tentar.
Não é mais sobre provar.
Não é mais sobre sair para ver “no que dá”.

É sobre ser.

E deixar que alguém entre —
se for para somar.


À tarde, estudo.

Direito.
Teologia.

Porque existem coisas que não são apenas trabalho.
São vocação.

E vocação não se abandona.

Se transforma.


Houve um tempo em que o sonho era ser padre.

Não aconteceu.

E, por muito tempo, isso poderia parecer fracasso.

Hoje, não.

Hoje é caminho.

Porque daquilo que não foi, nasceu algo novo:
uma fé mais livre, mais consciente, mais inclusiva.

Nasceu a Voz & Fé.

E isso diz muito.


Mas talvez o momento mais forte do dia não esteja no presente.

Está no passado.

  1. 2021.

Uma queda dentro de casa.
Um tornozelo quebrado.
Uma cirurgia.
Pinos.
Dor.

E, no meio disso tudo…
presença.

De quem parou a própria vida para ajudar.
De quem empurrou cadeira de rodas.
De quem esperou consulta.
De quem esteve.

Há pessoas que não passam pela nossa vida.

Elas permanecem.

Como marca.
Como gratidão.
Como prova de que Deus age através de gente.


E então a noite chega.

Silenciosa.

Sem festa.
Sem barulho.
Sem promessas.

Só um quarto.

Uma televisão ligada.
Um celular na mão.
E uma consciência tranquila.


Porque, em algum momento da vida, a gente entende:

não precisa acontecer nada extraordinário
para que o dia tenha valido a pena.


E sobre sentimentos?

Eles continuam aqui.

Mas mudaram.

Hoje são mais quietos.
Mais protegidos.
Mais verdadeiros.

Porque nem tudo precisa ser exposto.
Nem todo sentimento precisa ser entendido por quem vê de fora.

Há coisas que pertencem apenas a quem sente.


E talvez essa seja a maior mudança de todas:

o sábado deixou de ser sobre o que pode acontecer fora…
e passou a ser sobre o que acontece dentro.


A vida segue.

Com rotina.
Com fé.
Com responsabilidade.

Com acordar cedo no domingo.
Com missa.
Com música.
Com entrega.


E, no fim, fica uma certeza simples —
mas profunda:

nem todo sábado é festa.
mas todo sábado pode ser paz.


E talvez…
isso seja mais do que suficiente.


Quem me dera ser seu namorado! (As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar)

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