sábado, 2 de maio de 2026

Sábado à noite não é mais o mesmo — e talvez nunca tenha sido!


São 21h03.

E, como de costume, já é a terceira tentativa de começar a gravação.

Engraçado como isso resume muita coisa.

A gente tenta começar… recomeça… ajusta… respira…
até que, finalmente, aceita:
não precisa ser perfeito — só precisa ser verdadeiro.

E talvez seja isso que este sábado à noite seja.

Não uma festa.
Não uma expectativa.
Mas um retrato.

Da vida como ela é.


Existe uma ideia que nos acompanha desde sempre:
sábado à noite é o momento em que tudo pode acontecer.

É o dia da virada.
Do encontro.
Do inesperado.

Quando a gente é mais novo, acredita nisso com força.

Mas o tempo passa.

E, aos poucos, a gente entende uma coisa desconfortável —
e libertadora:

nem todo sábado muda a vida.

E está tudo bem.


Hoje, o sábado começou cedo.

Frio em São Paulo.
Aquele frio que faz o corpo hesitar… mas não impede.

Piscina.
Respiração controlada.
Movimento repetido.

A vida acontecendo no básico.

Depois, trabalho.

Rádio.
Gravação.
Responsabilidade.

Porque ser dono de algo não é título —
é presença.

É estar ali quando precisa.
É fazer acontecer quando ninguém está vendo.


No meio do caminho, pequenas cenas.

Um mercado sujo que incomoda.
Uma padaria que acolhe.
Um frango assado para dividir com a mãe.

Simples.

Mas profundamente humano.


E, entre uma coisa e outra, a vida também sussurra.

Um olhar que se prolonga mais do que o normal.
Uma conversa que revela que alguém te escuta —
sem você perceber.

Um detalhe que poderia virar história…

Mas não vira.

Porque hoje, diferente de antes, existe consciência.

Não é mais sobre tentar.
Não é mais sobre provar.
Não é mais sobre sair para ver “no que dá”.

É sobre ser.

E deixar que alguém entre —
se for para somar.


À tarde, estudo.

Direito.
Teologia.

Porque existem coisas que não são apenas trabalho.
São vocação.

E vocação não se abandona.

Se transforma.


Houve um tempo em que o sonho era ser padre.

Não aconteceu.

E, por muito tempo, isso poderia parecer fracasso.

Hoje, não.

Hoje é caminho.

Porque daquilo que não foi, nasceu algo novo:
uma fé mais livre, mais consciente, mais inclusiva.

Nasceu a Voz & Fé.

E isso diz muito.


Mas talvez o momento mais forte do dia não esteja no presente.

Está no passado.

  1. 2021.

Uma queda dentro de casa.
Um tornozelo quebrado.
Uma cirurgia.
Pinos.
Dor.

E, no meio disso tudo…
presença.

De quem parou a própria vida para ajudar.
De quem empurrou cadeira de rodas.
De quem esperou consulta.
De quem esteve.

Há pessoas que não passam pela nossa vida.

Elas permanecem.

Como marca.
Como gratidão.
Como prova de que Deus age através de gente.


E então a noite chega.

Silenciosa.

Sem festa.
Sem barulho.
Sem promessas.

Só um quarto.

Uma televisão ligada.
Um celular na mão.
E uma consciência tranquila.


Porque, em algum momento da vida, a gente entende:

não precisa acontecer nada extraordinário
para que o dia tenha valido a pena.


E sobre sentimentos?

Eles continuam aqui.

Mas mudaram.

Hoje são mais quietos.
Mais protegidos.
Mais verdadeiros.

Porque nem tudo precisa ser exposto.
Nem todo sentimento precisa ser entendido por quem vê de fora.

Há coisas que pertencem apenas a quem sente.


E talvez essa seja a maior mudança de todas:

o sábado deixou de ser sobre o que pode acontecer fora…
e passou a ser sobre o que acontece dentro.


A vida segue.

Com rotina.
Com fé.
Com responsabilidade.

Com acordar cedo no domingo.
Com missa.
Com música.
Com entrega.


E, no fim, fica uma certeza simples —
mas profunda:

nem todo sábado é festa.
mas todo sábado pode ser paz.


E talvez…
isso seja mais do que suficiente.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º de Maio: Memórias, Reencontros e a Verdade Que Eu Precisei Encarar.

1º de Maio: Memórias, Reencontros e a Verdade Que Eu Precisei Dizer

Existem dias que passam.

E existem dias que marcam.






Hoje foi um desses.

Não foi só mais um 1º de maio no calendário. Foi um dia que me obrigou a parar, lembrar, sentir… e, principalmente, reconhecer quem eu me tornei.

Confesso: tentei gravar esse episódio mais de uma vez. Insisti. Regravei. Voltei. Respirei.
Porque há coisas que não saem de qualquer jeito.
Há sentimentos que precisam de tempo pra se organizar dentro da gente.

E hoje… tudo veio.


✝️

A memória que nunca morre

1º de maio é o dia da minha Primeira Comunhão.

Eu era pequeno.
Meus avós estavam vivos.
Meu pai ainda estava aqui.

Hoje, muita coisa mudou.
Mas aquela memória… continua intacta.

É curioso como o tempo leva pessoas, mas não consegue apagar o que foi vivido com verdade.

Minha mãe continua aqui — graças a Deus — e isso já é, por si só, uma bênção diária.


🎂

A amiga que virou irmã

Hoje também é aniversário da Ju.

Mas não é “uma amiga qualquer”.

É daquelas pessoas que a vida não te dá…
a vida te permite escolher.

Ela está há décadas em Massachusetts, nos Estados Unidos, mas nunca deixou de estar presente.

Ela acompanhou fases da minha vida que poucos acompanharam.
Inclusive o meu primeiro relacionamento.

Ela me acolheu.
Me viu de perto.
Me respeitou quando eu ainda estava me descobrindo.

E isso… não tem preço.

Ju, se você estiver lendo isso:
obrigado por existir.


🐾

O tempo também passa para quem a gente ama

Hoje acordei às 06:25.
Mais tarde do que o normal.

Mas não foi escolha minha.

Foi o Tufão.

Meu companheiro de 13 anos.
Meu labrador.
Meu velhinho.

Ele bateu na porta porque precisava sair.

Hoje ele tem câncer no fígado, catarata, limitações…
Mas continua ali. Presente. Vivo. Lutando.

E eu?
Eu só posso ser grato.

Porque o amor verdadeiro também é isso:
cuidar quando já não é fácil.


🏊‍♂️

O reencontro que disse mais do que palavras

Hoje fui para a academia 1 — a natação.

E encontrei alguém que eu não via há uns 15 anos.

Alguém que, no passado, eu tentei me aproximar…
e não deu em nada.

A vida seguiu.

Mas hoje… ele me olhou diferente.

E disse algo simples:
“Você tá bem. Tá bonito.”

E eu respondi, com uma paz que antes eu não teria:

👉 “Bonito eu sempre fui. Você que não viu no momento oportuno.”

E ali… não era sobre ele.

Era sobre mim.

Sobre quem eu me tornei.


⚖️

Disciplina, saúde e mudança real

Eu não bebo.
Não fumo.
Não uso droga.

Sempre fui “nerd”. Sempre gostei de estudar.

Mas hoje… além disso, eu estou me cuidando de verdade.

Comecei com 148 kg.
Hoje estou com 128 kg.

👉 20 kg a menos em menos de 3 meses.

Não é só estética.

É saúde.
É dignidade.
É respeito comigo mesmo.


❤️

Carência, escolhas e verdade

Eu vou falar uma coisa que muita gente não fala:

👉 sexo por sexo é vazio.

É rápido.
É fácil.
Mas depois… fica um silêncio estranho.

Um vazio.

E eu não quero mais isso pra mim.

Não quero “putaria”.
Quero conexão.

Quero alguém que fique.
Não alguém que passe.

E sim… eu ainda acredito no amor.

Mesmo depois de tudo.

Mesmo sabendo dos riscos.

Mesmo sendo, assumidamente:

👉 carente.

Mas com uma diferença enorme:

👉 eu tô carente… mas eu tô bem.


🎙️

Entre microfones e propósito

Hoje também fui pra web rádio.

Ajustei programação. Mexi em equipamento.
Peguei um novo microfone — Sennheiser, nível profissional.

E percebi uma coisa:

Minha vida hoje é intensa.

Sou advogado.
Professor.
Teólogo.
Fundador da Voz & Fé.
E agora, dono de uma web rádio.

E, mesmo assim…
eu continuo aqui.

Sentindo.

Pensando.

Vivendo.


💭

E no fim… sobra o que realmente importa

Talvez o mais bonito do dia tenha sido isso:

Perceber que eu não sou mais o mesmo.

E que isso… é bom.

Ainda sinto falta de ter alguém.
Ainda tenho saudade.
Ainda tenho carência.

Mas não tenho mais desespero.

Tenho paz.

E isso muda tudo.


Porque, no fim das contas…

A vida não é sobre quem ficou.

É sobre o que ficou dentro de você.

E hoje ficou isso:

👉 gratidão
👉 consciência
👉 memória
👉 e uma certeza tranquila:

Eu tô carente…
mas eu tô legal.


🎧 Ouça o episódio completo:
🔗 https://taggo.one/podcastdofabio


Sábado à noite não é mais o mesmo — e talvez nunca tenha sido!

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