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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Eu já vivi um grande amor: agora, escolho a reciprocidade.

Eu já vivi um grande amor. Agora, só quero reciprocidade


Entre memórias, rotina, fé, relacionamentos e novos projetos, o episódio desta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, parte de uma constatação simples: gostar é importante, mas reciprocidade é fundamental.


Há momentos em que a vida nos obriga a reorganizar não apenas a agenda, mas também os sentimentos. O episódio de hoje do Podcast do Fábio — o podcast da vida real nasceu exatamente dessa mistura.


Depois de uma quarta-feira corrida, que terminou com uma aula de Direito convocada de última hora, voltei ao microfone nesta quinta-feira para conversar sobre rotina, trabalho, saúde, passado, presente e, inevitavelmente, amor.


E talvez uma frase resuma boa parte dessa conversa:


Eu já vivi um grande amor. Agora, só quero reciprocidade.


Gostar não significa parar a vida


Durante algum tempo, falei bastante sobre crushes e sobre aquela sensação gostosa de achar alguém especial. Isso continua existindo. O que mudou foi a maneira de olhar para tudo isso.


Uma pessoa pode ser bonita, interessante e despertar sentimentos sem que, por isso, precise se transformar no centro do nosso universo.


Gostar sozinho pode alimentar um crush. Para construir alguma coisa, porém, é necessário que exista movimento dos dois lados.


Essa percepção não significa deixar de acreditar no amor. Pelo contrário. Talvez signifique acreditar nele de maneira mais consciente.


Eu sei o que quero viver. Não posso exigir que outra pessoa queira exatamente aquilo que eu quero, mas posso continuar procurando alguém que deseje caminhar na mesma direção.


E não há necessidade de pressa.


Quando uma lembrança ensina sobre o presente


Como esta quinta-feira também é dia de TBT no podcast, inevitavelmente algumas lembranças apareceram.


Falar de amor me leva a recordar Toshi, meu eterno japa.


Foi uma experiência que marcou profundamente minha maneira de compreender um relacionamento. Havia carinho, confiança, individualidade e, ao mesmo tempo, aquela vontade genuína de estar um com o outro.


Não era necessário vigiar. Não era necessário controlar. Existia confiança.


O passado não precisa ser uma prisão. Algumas histórias podem se transformar em referência daquilo que aprendemos sobre nós mesmos.


Ter vivido um grande amor não significa passar o restante da vida tentando reproduzi-lo. Significa saber que determinada forma de amar existe — porque um dia ela foi realidade.


E a vida segue aberta ao novo.


Sexo pode ser consequência, não fundamento


O episódio também passa por uma questão sobre a qual sempre fui bastante claro: relacionamento, para mim, não começa pela sexualização da outra pessoa.


Isso não significa estabelecer regras sobre quando duas pessoas podem ou não ter intimidade.


Pode existir química logo no primeiro encontro. Pode acontecer rapidamente ou demorar. Cada história terá seu próprio tempo.


A diferença está no lugar que isso ocupa.


Para mim, sexo pode ser consequência da química, do desejo e da conexão entre duas pessoas. Não precisa ser a razão pela qual elas começaram a se conhecer.


Antes de um corpo existe uma pessoa.


Existem sentimentos, história, desejos, medos, sonhos e expectativas.


O peso de dizer “eu te amo”


Outra reflexão deste episódio nasceu de três palavras aparentemente simples:


Eu te amo.


Para mim, elas carregam um peso enorme.


Existem diferentes maneiras de compreender e expressar afeto, evidentemente. Há quem diga “eu te amo” aos amigos com enorme naturalidade. Eu respeito.


Na minha maneira particular de viver os sentimentos, porém, essa expressão permanece reservada a vínculos muito profundos.


Talvez justamente porque considero o amor algo tão importante, não consigo tratar a expressão como uma despedida automática.


Não significa gostar menos dos amigos, colegas, alunos ou pessoas que caminham conosco. Significa apenas reconhecer que existem diferentes formas de afeto — e eu escolhi preservar um significado muito particular para o amor.


Vida real também é rotina


Nem só de sentimentos vive o episódio.


A quinta-feira começou cedo, passou pela natação, por uma consulta médica de rotina, pelo trabalho e pelo cardio na academia.


A saúde continua sendo acompanhada e a mudança física também segue seu curso. Comecei 2026 com aproximadamente 148 quilos e cheguei à última pesagem na casa dos 121.


Não existe milagre nessa história. Existe acompanhamento, mudança de hábitos, atividade física e constância.


Amanhã é novamente dia de pesagem.


A vida real é justamente isso: enquanto pensamos sobre amor, também precisamos trabalhar, cuidar da saúde, estudar, resolver compromissos e, no meu caso, acordar cedo para colocar o lixo para fora.


Um novo livro chega ao mundo


E esta quinta-feira também trouxe uma notícia muito especial.


📚 “Teologia Anglicana”, meu novo livro, foi lançado em 24 de setembro de 2026.


É mais um trabalho que nasce da minha caminhada acadêmica e teológica e do aprofundamento dos meus estudos sobre o anglicanismo.


E a sequência continua.


Um novo trabalho, desta vez pensado especialmente para quem deseja conhecer o anglicanismo de maneira mais acessível, também está chegando.


São projetos diferentes, mas unidos pelo mesmo desejo: estudar, ensinar e compartilhar conhecimento.


Depois de tantos anos ensinando Direito, escrever e ensinar Teologia representa também uma nova dimensão da minha trajetória.


A vida segue


Talvez seja justamente essa a mensagem que atravessa todo o episódio.


Algumas pessoas chegam. Algumas vão embora. Algumas deixam lembranças para uma vida inteira.


Há amores que terminam, projetos que começam, planos que mudam e sonhos que permanecem.


Não precisamos transformar uma possibilidade em destino antes que ela se torne realidade.


Hoje prefiro viver.


Se o amor aparecer, que encontre alguém disposto a amar. Se houver reciprocidade, que a história seja construída pelos dois. Se não houver, que cada um siga seu caminho em paz.


Porque ter amado um dia não significa viver preso ao passado.


Pode significar exatamente o contrário:


saber que o amor existe e continuar aberto à possibilidade de encontrá-lo novamente.


🎙️ Podcast do Fábio — o podcast da vida real


🌐 www.podcastdofabiotv.com.br


Episódio de 24 de setembro de 2026


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