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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Quando o foco muda, a vida muda junto.

Quando o foco muda, a vida muda junto. 

25 de setembro de 2026



Há dias em que o cansaço pesa. E há dias em que o cansaço conta uma história.


Nesta sexta-feira, terminei o dia com aquilo que resolvi chamar de “cansaço bonito”. Não o cansaço de quem simplesmente deixou as horas passarem, mas aquele que chega depois de uma semana vivida, trabalhada, estudada e construída.


E talvez seja justamente essa a melhor definição para o episódio de hoje do Podcast do Fábio.


A vida começa cedo — literalmente


Minha sexta-feira começou às 5h38.


Era dia de colocar o lixo para a coleta e, morando em sobrado, isso significa descer, organizar tudo e começar o dia antes mesmo de o restante da rotina despertar.


Depois vieram aquelas pequenas cenas que dificilmente entrariam numa grande biografia, mas que fazem parte da vida real: a máquina de lavar louça, meu tradicional leite com Nesquik de morango e o café da manhã preparado para minha mãe.


São coisas simples.


Mas este podcast nasceu justamente para falar delas.


Não quero contar somente os acontecimentos extraordinários da vida. Quero registrar também aquilo que normalmente passa despercebido.


148 kg. Agora, 121 kg.


Outro assunto importante deste episódio foi meu processo de emagrecimento.


Comecei 2026 pesando aproximadamente 148 kg.


Hoje estou com 121 kg.


São 27 kg eliminados.


E quanto mais avanço nesse processo, mais percebo que emagrecer não pode significar simplesmente perseguir um número na balança.


Houve mudança de hábitos. Há exercícios físicos, academia, natação, esteira e uma preocupação muito maior com minha saúde.


Estou há bastante tempo sem fast-food e aprendendo, principalmente, a olhar para mim de maneira diferente.


Nesta sexta-feira, inclusive, passei pelas minhas duas academias. Fiz meus exercícios aeróbicos pela manhã e, à tarde, fui para a natação.


Ao terminar a aula, fiquei aproximadamente dez minutos simplesmente boiando na piscina.


Sem fazer exercício.


Sem produzir.


Sem resolver problema.


Apenas tentando desligar.


Talvez eu também precise aprender que descansar não significa desperdiçar tempo.


Novos livros, novos caminhos


A sexta-feira também trouxe uma notícia muito especial.


Mais um trabalho meu relacionado à Teologia Anglicana está oficialmente publicado e com ISBN.


Tenho me dedicado bastante à produção teológica, e uma das minhas preocupações atuais é conseguir falar sobre Anglicanismo também para quem não possui formação acadêmica em Teologia.


Existe profundidade teológica sem que necessariamente exista uma linguagem inacessível.


E é justamente essa ponte que quero construir.


Como professor, sempre acreditei que dominar um assunto não significa torná-lo complicado. Muitas vezes, o verdadeiro desafio está justamente em conseguir explicar algo complexo de maneira compreensível sem destruir sua profundidade.


Essa preocupação acompanha também minha caminhada na Teologia.


E o ChatGPT voltou ao podcast…


Como já virou tradição, pelo menos uma vez por semana eu chamo o ChatGPT para conversar comigo durante o podcast.


Não existe roteiro.


E o episódio de hoje provou isso muito bem. 😂


Pedi que ele fizesse uma leitura da minha semana.


Falamos sobre Direito, aulas, produção de materiais, Teologia Anglicana, livros, exercícios, redes sociais e relacionamentos.


E tivemos até uma errata do ChatGPT ao vivo.


Em determinado momento, ele interpretou além da conta um comentário meu sobre uma pessoa da academia.


E eu corrigi.


Porque dizer que alguém é bonito, interessante ou tem presença não significa dizer que exista interesse amoroso.


Uma coisa não obriga a outra.


Talvez essa distinção também revele uma mudança importante que aconteceu comigo nos últimos tempos.


Do “crushismo” ao despertar afetivo


Quem acompanha minhas conversas há algum tempo provavelmente se lembra do Gabrielzinho.


Durante alguns meses, falei bastante sobre ele.


Houve encontros casuais, pequenos acontecimentos, expectativas e até uma playlist chamada “Para meu Crush Gabriel”, dividida em sete capítulos.


Hoje consigo olhar para tudo aquilo por outra perspectiva.


Passei a chamar essa experiência de “despertar afetivo”.


Porque, independentemente de qualquer relacionamento ter surgido daquela história, alguma coisa aconteceu dentro de mim.


Eu percebi que ainda consigo me encantar.


Ainda consigo gostar.


Ainda consigo olhar para alguém e imaginar possibilidades.


E isso, por si só, teve importância.


Só que existe uma diferença enorme entre sentir alguma coisa por alguém e existir reciprocidade.


Com o tempo, acendi aquilo que chamei de “luz amarela”.


Não para transformar ninguém em vilão. Não houve briga, rompimento ou qualquer coisa semelhante.


Simplesmente compreendi que não fazia sentido continuar colocando tanta energia emocional em uma possibilidade que não estava concretamente estabelecida.


E então o foco mudou.


Quando o foco muda…


Talvez essa seja uma das maiores mudanças que percebo atualmente.


Não deixei de acreditar no amor.


Muito pelo contrário.


Continuo querendo encontrar alguém com quem possa compartilhar a vida, o cotidiano, o carinho, a fidelidade, a companhia e todas aquelas pequenas coisas que, para mim, dão significado a uma relação.


Mas não preciso transformar toda atração em uma possibilidade amorosa.


Posso achar alguém bonito e continuar minha vida.


Posso admirar alguém sem criar uma história.


Posso gostar sem exigir que o outro goste.


E posso desejar uma relação sem aceitar qualquer relação apenas para não estar sozinho.


Há uma frase que repito há bastante tempo e que continua resumindo muito daquilo em que acredito:


Eu sei o que quero viver. Não posso exigir que ninguém queira viver a mesma coisa que eu. Mas posso procurar alguém que queira.


E sigo procurando.


Teimosamente.


Só que talvez agora com menos pressa de escolher quem ocupará o papel de “crush”.


Primeiro, cuidar de mim


Existe ainda outra dimensão dessa mudança.


Meu processo de emagrecimento também acabou dialogando com minha vida afetiva.


Não porque eu precise atingir determinado peso para merecer amor.


Mas porque percebi que cuidar da minha saúde também é uma maneira de cuidar de mim.


Se quero construir uma vida com alguém, preciso primeiro assumir responsabilidade pela vida que já tenho.


E amor-próprio, para mim, não significa olhar para o espelho e declarar que tudo está perfeito.


Pode significar justamente reconhecer aquilo que precisa mudar e decidir cuidar.


Talvez seja isso que esteja acontecendo.


O cansaço bonito


Cheguei ao fim desta sexta-feira cansado.


Muito cansado.


Mas satisfeito.


Trabalhei. Dei aula. Atendi alunos. Fiz exercícios. Nadei. Escrevi. Produzi. Vi novos projetos ganhando forma. Conversei. Refleti.


E terminei o dia aqui.


Falando com vocês.


É o tal cansaço bonito.


Aquele que não diz apenas “estou exausto”.


Ele também diz:


“Valeu a pena.”


E talvez seja essa a reflexão que quero deixar registrada neste 25 de setembro de 2026:


quando o foco muda, a vida muda junto.


Não precisamos apagar aquilo que passou para seguir adiante.


Podemos agradecer pelas pessoas que despertaram alguma coisa em nós, aprender com aquilo que não aconteceu, cuidar melhor daquilo que temos hoje e continuar caminhando.


A vida não precisa estar completamente resolvida para fazer sentido.


Talvez ela nunca esteja.


E está tudo bem.


Porque enquanto houver caminho, haverá alguma coisa para aprender, alguma coisa para mudar, alguma coisa para agradecer e, quem sabe, alguém para encontrar.


🙏 Que Deus nos conceda sabedoria para compreender aquilo que precisa permanecer, coragem para modificar aquilo que precisa mudar e serenidade para continuar caminhando.


Obrigado a todos que acompanham o Podcast do Fábio e este blog.


Obrigado por lerem, ouvirem, comentarem, compartilharem e, principalmente, por fazerem parte desta história.


Amanhã tem mais vida.


E, se Deus assim permitir, estaremos aqui novamente.


Podcast do Fabio — a vida real como ela é.



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