Nem tudo que você chama de “interesse” é real. Às vezes é só falta do que fazer com a própria mente.

Hoje eu encontrei ele.
E antes que você pense em romantizar a cena…
não teve nada.
Nenhuma música tocando.
Nenhum frio na barriga.
Nenhuma história bonita acontecendo.
Só um encontro comum.
E uma verdade desconfortável:
eu não senti absolutamente nada.
E aí veio o choque:
eu nunca gostei dele.
E talvez você também não goste da pessoa que está aí ocupando a sua cabeça agora.
Sim, você.
Você que está lendo isso e já pensou em alguém.
Não é amor.
Não é conexão.
Não é “algo especial”.
É carência.
É tédio.
É mente vazia procurando distração.
É um olhar aleatório que você decidiu transformar em roteiro de novela.
E sabe o pior?
Você acredita.
Acredita que aquilo significa alguma coisa.
Acredita que “tem algo ali”.
Acredita que é diferente.
Não é.
Hoje eu vi isso na prática.
Quando você tira a fantasia…
a pessoa fica comum.
Quando você tira a expectativa…
a pessoa fica pequena.
Quando você tira a história…
não sobra nada.
E aí você percebe que não era sobre ela.
Era sobre o seu vazio.
Sobre a sua necessidade de sentir alguma coisa.
Sobre o seu ego querendo validação.
Sobre a sua cabeça criando importância onde nunca existiu.
Dói admitir isso?
Claro que dói.
Porque ninguém gosta de aceitar
que se enganou sozinho.
Mas a verdade é simples:
Tem gente que nunca foi especial.
Você só estava fraco o suficiente
pra enxergar assim.
E o mais libertador de tudo?
O dia em que você olha de novo…
e não sente absolutamente nada.
Não era amor.
Não era desejo.
Era só você…
tentando preencher um espaço vazio
com alguém que nunca esteve à altura disso.
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