O dia simples… que não foi tão simples assim

O dia começou tranquilo.
Café da manhã básico, exame de sangue com direito a voucher, pão de queijo, academia (sim, duas academias — uma pra natação, outra pro cardio), almoço em casa, ida à farmácia com minha mãe…
Aliás, um detalhe curioso: desde quando farmácia vende sorvete?
Sério. Aquilo me pegou. 😂
Mas tudo dentro do esperado… até então.
O mundo continua girando… e as pessoas também
Na farmácia, encontrei um rapaz que já tinha cruzado comigo antes.
Nada demais — mas aquele tipo de situação em que você percebe um certo desconforto, um olhar atravessado, uma leitura errada que a pessoa fez de você.
E tudo bem.
Porque hoje eu sei quem eu sou.
E isso muda completamente o jogo.
E então… o açougue
No caminho da padaria, encontro uma amiga da igreja.
Conversamos, rimos, e decidimos ir juntos ao açougue.
Ela foi pedir carne.
Eu fui pedir frios.
Cena simples. Rotina pura.
Até que vem o comentário:
“Você viu como ele te olha?”
Na hora, descartei.
“Você tá louca.”
Mas aí… eu olhei.
E quando eu olhei de verdade — não com o olhar automático, mas com atenção — eu percebi.
Tinha algo ali.
Não era desejo… era possibilidade
E isso foi o mais curioso.
Porque eu já tinha visto aquele rapaz antes.
Já tinha achado ele… interessante.
Mas nunca tinha passado disso.
Nunca tinha olhado com intenção.
Nunca tinha cogitado nada.
Até alguém me fazer enxergar.
O problema (ou a realidade)
E aí vem uma verdade que pouca gente fala:
Pra quem é homem e se interessa por homem… isso é uma loteria.
Você nunca sabe:
- Se é recíproco
- Se é só curiosidade
- Se é julgamento
- Ou se pode virar um problema
Então você aprende a observar.
A medir.
A não sair se jogando.
Eu já fui diferente
Eu já fui direto.
Já fui impulsivo.
Já fui aquele cara que falava sem filtro, sem pensar, sem medir consequência.
E vivi coisas que hoje… não fazem mais sentido pra mim.
Não me arrependo — fazem parte da minha história.
Mas hoje, eu sou outro homem.
Hoje eu estou em paz
E isso é o ponto central de tudo.
Eu não estou carente.
Eu não estou buscando qualquer coisa.
Eu não aceito migalha.
Eu estou em paz.
E quando você está em paz…
você não corre atrás — você observa.
¿Dónde estás, corazón?
Talvez essa seja a pergunta que fica.
Não de desespero.
Mas de curiosidade serena.
Será que aquele olhar significava algo?
Será que não?
Será que eu vou descobrir?
Não sei.
E, pela primeira vez em muito tempo…
eu não preciso saber agora.
O que fica desse episódio?
Que às vezes a vida não quer te dar respostas.
Ela só quer te fazer olhar diferente.
E isso… já é suficiente.
E agora?
Agora é simples:
Se acontecer de novo, eu observo.
Se não acontecer, sigo em paz.
Sem pressão.
Sem expectativa exagerada.
Sem perder quem eu sou.
Porque no fim…
O que tiver que ser, vai ser.
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