Um olhar no laboratório, um silêncio na academia e uma decisão: não correr mais atrás de ninguém — nem do “homem da minha vida”.

Acordei hoje diferente.
Não foi um dia comum.
Foi daqueles dias em que você acorda… e percebe que alguma coisa dentro de você mudou — sem aviso, sem alarde, sem plateia.
E o mais curioso?
Tudo começou com um cara que eu talvez nunca mais veja.
Um biomédico.
Um atendimento simples.
Mas um olhar… que não foi comum.
Ele me olhou.
E não foi um olhar qualquer — foi aquele tipo de olhar que não pede nada, mas diz tudo.
E ali, sem perceber, ele me devolveu uma coisa que eu já estava esquecendo:
eu ainda chamo a atenção.
Simples assim.
Sem esforço.
Sem correr atrás.
Sem precisar provar nada.
E isso… muda tudo.
O mais louco é que ele é exatamente o tipo de homem que eu gostaria de ter na minha vida.
O perfil.
O jeito.
A presença.
Mas, pela primeira vez em muito tempo… isso não me desestabilizou.
Não me fez criar expectativa.
Não me fez imaginar história.
Não me fez correr atrás.
Pelo contrário.
Me fez ficar em paz.
Porque eu entendi algo que talvez leve anos pra muita gente entender:
não é sobre ter alguém.
É sobre não precisar de qualquer um.
Ontem, depois disso, fui pra academia.
E pela primeira vez… a academia não significou absolutamente nada além de treino.
Nenhum olhar me importou.
Nenhuma presença me afetou.
Nenhuma história passou pela minha cabeça.
Nem mesmo aquele que um dia eu achei que fosse o “homem da minha vida”.
Sim… aquele mesmo.
Hoje?
Zero.
Nem pouco.
Nem quase.
Zero.
E não é frieza.
É clareza.
Fui com minha aliança.
Fui com meu anel.
Fui com minha postura.
Mas, mais do que isso…
fui comigo.
Sem carência.
Sem expectativa.
Sem necessidade de validação.
E isso é libertador num nível que não dá pra explicar — só sentir.
O mais irônico de tudo?
O cara do laboratório talvez nunca faça parte da minha vida.
E, mesmo assim…
ele fez mais por mim do que muita gente que ficou.
Porque ele não trouxe promessa.
Ele trouxe espelho.
E no reflexo dele… eu me vi de novo.
Hoje eu não estou esperando ninguém.
Não estou correndo atrás de história.
Não estou criando roteiro na cabeça.
Estou vivendo.
E, pela primeira vez em muito tempo…
em paz comigo mesmo.
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