Entre Deus, a Vida Corrida… e um Crush da Igreja

Existem semanas que passam.
E existem semanas que atravessam a gente.
A última foi assim: intensa, cheia, corrida — mas, ao mesmo tempo, profundamente abençoada.
Entre uma aula de Direito e outra, compromissos da advocacia, estudos de teologia e a administração da minha web rádio — que, aliás, já está chegando aos seus seis meses de existência — a rotina não tem sido exatamente tranquila. Mas também não poderia ser diferente.
Quando a gente decide construir algo próprio, seja um projeto, um espaço ou um sonho, aprende rapidamente que ser dono de alguma coisa hoje em dia é desafiador. Muito desafiador.
Mas também é profundamente recompensador.
Eu costumo dizer que tenho a sorte de viver algo raro: gosto do que faço e faço o que gosto.
E isso faz toda a diferença.
Uma vida em movimento
A rotina da semana foi daquelas.
Entre compromissos profissionais e pessoais, ainda tento manter disciplina com a saúde e os treinos. Durante algum tempo frequentei três academias diferentes por razões práticas de horário e localização. Agora estou reorganizando isso, reduzindo o ritmo e concentrando melhor a agenda.
Nem sempre dá para fazer tudo.
Aliás, esse talvez seja um dos aprendizados da vida adulta: entender que equilíbrio também significa escolher.
No meio dessa correria ainda teve tempo para passar pelo estúdio da web rádio, resolver coisas técnicas, sair com minha mãe para fazer compras e enfrentar uma boa chuva paulistana — daquelas que parecem querer lavar a cidade inteira de uma vez.
Quando finalmente parei em casa para descansar um pouco, o cenário era simples e perfeito: pernas esticadas, o Tufão (meu labrador) deitado entre elas e o barulho da chuva lá fora.
Momentos assim são pequenos intervalos de paz dentro de dias muito cheios.
A música, a missa e um certo “crush”
No meio dessa rotina, já estou me preparando para algo que faz parte da minha vida há muitos anos: tocar e cantar na missa.
A música na igreja nunca foi apenas um detalhe na minha vida. É um lugar onde as coisas se alinham, onde o coração encontra sentido.
E foi justamente nesse ambiente que surgiu um pequeno assunto que acabou movimentando bastante as mensagens que recebo no podcast.
O famoso “crush da igreja”.
Sim, ele existe.
O Natan.
Um cara muito fofo, muito querido, que apareceu novamente depois de algum tempo. E bastou isso para que muitos ouvintes começassem a mandar mensagens perguntando, torcendo, sugerindo e até tentando me convencer a “chegar nele”.
Confesso que acho tudo isso muito divertido e carinhoso.
Mas também respondo com sinceridade: não tenho pressa.
O tempo da vida
Durante muito tempo da minha vida eu fui diferente.
Já fui mais impulsivo, mais direto, mais ousado quando o assunto era interesse amoroso. Já cheguei em pessoas sem muito rodeio, já vivi histórias intensas, já tive relacionamentos com homens e com mulheres.
Tudo isso faz parte da vida.
Mas com o tempo — e talvez também com a maturidade, com a teologia e com o autoconhecimento — a gente aprende algo muito simples:
Nem tudo precisa ser forçado.
Hoje eu prefiro deixar a vida acontecer.
Gosto de quem acho bonito.
Reconheço quando alguém desperta interesse.
Mas não sinto necessidade de correr atrás de nada.
Se tiver que acontecer, acontece.
Se não tiver, tudo bem também.
Porque no fundo eu acredito profundamente em algo muito maior:
todos nós somos criaturas de um mesmo Criador.
E se Deus é amor — como diz a Escritura — então quem ama permanece em Deus.
Essa é uma convicção que eu não negocio.
Um podcast que virou encontro
Uma coisa curiosa nessa história toda é que o podcast nunca foi planejado para ser algo grande.
Ele começou quase como um diário pessoal em áudio.
Um espaço para falar da vida, da fé, das experiências e dos pensamentos do dia a dia.
Mas, inesperadamente, ele acabou chegando a muitas pessoas e hoje está em várias plataformas. E junto com isso vieram as mensagens, as histórias compartilhadas e um carinho enorme que eu nunca imaginei receber.
Por isso sempre faço questão de dizer:
Esse espaço existe também por causa de vocês.
Aliás, para quem quiser acompanhar mais de perto, existe também o canal do podcast, onde compartilho atualizações e conteúdos. Tudo com total privacidade para quem participa.
Entre a vida e a esperança
No fim das contas, a vida segue.
Entre trabalho, fé, música, responsabilidades, sonhos e encontros inesperados.
Talvez o Natan apareça na missa.
Talvez não.
Talvez a vida traga histórias novas.
Talvez apenas mais aprendizados.
E está tudo bem.
Porque o primeiro grande amor da minha vida continua sendo Deus.
E quando a gente entende isso, aprende também uma coisa essencial:
Não é preciso ter pressa.
No tempo certo, tudo acontece.
E se não acontecer, ainda assim a vida continua sendo bonita.
Canal do podcast no WhatsApp: www.canaldopodcast.com.br
Episódio: 07 de março de 2026 - https://taggo.one/podcastdofabio
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