quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quem me dera ser seu namorado! (As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar)

“Quem me dera ser seu namorado.”


As surpresas que a vida entrega quando a gente para de procurar! 


Existem dias que começam comuns.


Uma quarta-feira fria.

Academia.

Natação de manhã.

Musculação à tarde com o Maurão.

Mercado para comprar algumas coisas para a mãe.

Rotina.

Vida normal.

Nada de extraordinário.


E talvez seja justamente aí que a vida mais gosta de surpreender.


O episódio de hoje do Podcast do Fabio nasceu assim: de um encontro simples, inesperado e profundamente humano.


No meio do mercado, entre caixas, corredores e compras comuns de uma noite gelada de São Paulo, alguém olha pra mim e pergunta:

“Uai… você não é o Fábio?”


E de repente, sem aviso nenhum, a vida muda de tom.


Não era alguém me reconhecendo pela aparência.

Não era alguém me reconhecendo por uma foto.

Era pela voz.


Pela voz de alguém que, durante tanto tempo, abriu um microfone apenas para conversar com a própria solidão.


O Gustavo me acompanha no podcast.

Nas redes.

Nos episódios.

Nas reflexões.

Nos áudios gravados tarde da noite.

Nos dias bons e ruins.


E aquilo já teria sido bonito por si só.


Mas então veio a frase que me desmontou completamente:

“Quem me dera ser seu namorado.”


Existem frases que pegam a gente desprevenido.

Existem palavras que entram sem pedir licença.

E existem noites em que um simples comentário consegue atravessar o coração inteiro de alguém.


Eu fiquei sem reação.


Talvez porque a gente vá envelhecendo e aprendendo a esconder certas carências.

Talvez porque, depois de um tempo, a gente se acostume mais a ouvir “mas” do que “fica”.

Talvez porque a maturidade ensine muita coisa — menos como reagir quando alguém toca exatamente na parte da alma que ainda estava sensível.


Foi estranho.

Mas foi lindo.


Porque no fundo, no fundo, acho que todos nós queremos a mesma coisa:

ser vistos.

ser lembrados.

ser desejados.

ser amados de verdade.


Não por uma foto.

Não por um corpo.

Não por uma fantasia rápida.

Mas pela presença.

Pela voz.

Pela essência.


E foi impossível não pensar naquela velha ironia da vida:

quando a gente para de procurar, as coisas parecem aparecer.


Durante anos, eu vivi fases diferentes.

Fases rasas.

Fases impulsivas.

Fases de vazio.

Fases em que encontros terminavam e deixavam apenas silêncio depois.


Hoje não.


Hoje eu já entendi que carinho vale mais do que pressa.

Conexão vale mais do que desejo imediato.

E companhia vale mais do que qualquer aventura sem alma.


Talvez por isso esse encontro tenha mexido tanto comigo.


Porque ele veio simples.

Sem roteiro.

Sem preparação.

Sem performance.


Só um menino fofo no mercado dizendo que escuta minha voz nas noites da vida.


No episódio também teve Laura Pausini.

Teve Luka.

Teve Locomia.

Teve frio paulistano.

Teve garganta ruim.

Teve nostalgia.

Teve rádio.

Teve reflexões sobre o tempo.

E teve uma verdade muito forte ecoando dentro de mim:


ainda existem pessoas capazes de nos surpreender.


E talvez seja exatamente isso que mantenha a vida bonita.


🎙️ Ouça o episódio completo no Podcast do Fabio:

taggo.one/podcastdofabio


Porque às vezes um simples:

“Quem me dera ser seu namorado”

é suficiente para mudar completamente a temperatura de uma noite.


Episódio em https://taggo.one/podcastdofabio 

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