quarta-feira, 8 de abril de 2026

Hoje o Yuri chegou… e eu já não era mais o mesmo!

Um registro real sobre academia, autocontrole, desidealização e paz interior.



Hoje o Yuri chegou… e eu já não era mais o mesmo.

Às vezes, a cura não chega chorando. Ela chega em silêncio.


Há dias em que a vida não faz grandes anúncios.


Ela não toca trombetas.

Não acende luzes.

Não avisa que alguma coisa mudou.


Ela apenas cria uma cena aparentemente comum…

e, no meio dela, nos mostra que já não somos exatamente os mesmos.


Hoje foi um desses dias.


Fui novamente à academia.

Mais uma vez, voltei àquele espaço que, para muita gente, pode ser apenas um lugar de treino, suor e repetição.

Mas que, para mim, às vezes se torna também um lugar de percepção, de silêncio e de pequenos enfrentamentos interiores.


E hoje eu fui com símbolos.


Usei de novo:


  • a aliança na mão direita
  • e o anel na mão esquerda



Pode parecer algo simples, até banal para quem olha de fora.

Mas nem tudo o que é pequeno por fora é pequeno por dentro. Tem grandes e poderosos significados em minha vida e minha história! 


Porque há dias em que a gente não veste apenas roupas.

A gente veste significado.

A gente leva no corpo aquilo que está tentando reorganizar na alma.


E isso, para mim, hoje importava.


A aula com o Mauro foi tranquila.

Graças a Deus, foi leve, normal, serena.

Sem tensão, sem incômodo, sem peso emocional.


Apenas eu, o treino e a paz possível daquele momento.


Mas foi depois, já no final, quando eu estava no carro, por volta das 18h05, que aconteceu uma daquelas pequenas cenas que talvez não significassem nada para quase ninguém…


Mas que, para mim, disseram muito.



O Yuri chegou.



Estacionou perto do meu carro, ali na parte da frente.


E eu vi.


Ou melhor:

eu percebi.


Percebi que ele havia mudado o cabelo.

Tingiu.

Saiu daquele aspecto meio grisalho e voltou a aparecer com o cabelo escuro.


Mas, curiosamente, não foi isso que mais me chamou atenção.


O que realmente me chamou atenção foi outra coisa:



ele me pareceu estranho.



Diferente.

Mais inchado.

Menos impactante do que antes.


E foi exatamente ali, naquele instante simples, silencioso e quase banal, que eu senti uma verdade muito clara dentro de mim:



eu já não senti aquele tesão que sentia antes.



E isso me marcou mais do que eu imaginei.


Porque, às vezes, a gente passa tanto tempo emocionalmente preso a uma imagem, a uma possibilidade, a uma fantasia, a uma presença idealizada…

que começa a acreditar que aquilo terá sempre o mesmo efeito sobre nós.


Mas não tem.


Nem tudo o que um dia nos atravessou continua nos atravessando da mesma forma.


Nem toda pessoa que um dia despertou desejo, curiosidade ou encantamento continua ocupando o mesmo lugar dentro da gente.


E talvez uma das formas mais silenciosas — e mais honestas — de cura seja justamente essa:



quando o encanto começa a perder força.



Não por raiva.

Não por ressentimento.

Não por desprezo.


Mas simplesmente porque você mudou.


E acho que foi isso que aconteceu hoje.





Hoje eu não precisei fazer nada.



Não precisei olhar de novo.

Não precisei chamar atenção.

Não precisei sustentar nenhuma imagem.

Não precisei me aproximar.

Não precisei me movimentar emocionalmente em direção a nada.


Eu apenas fiz uma coisa muito simples:



fingi que não vi.



E fui embora.


Mas o mais bonito de tudo é que eu não fui embora mal.


Não fui embora frustrado.

Não fui embora me perguntando “e se?”.

Não fui embora com aquela sensação incômoda de quem queria ter vivido alguma coisa e não viveu.


Fui embora de um jeito muito mais bonito do que isso.



Fui embora em paz comigo mesmo.



E essa frase, sinceramente, vale muito.


Porque existem dias em que a gente não vence por conquistar alguma coisa.


Existem dias em que a gente vence porque percebe que já não precisa mais daquilo que antes mexia tanto com a gente.


E isso é uma forma de liberdade.


Talvez até uma forma de graça.





Talvez o nome disso seja amadurecimento.



Ou talvez seja só Deus, silenciosamente, recolocando cada coisa no lugar certo dentro do coração da gente.


Porque hoje eu saí da academia com a sensação de que não havia sido apenas mais um treino.


Saí com a sensação de que alguma chave interna tinha virado.


Sem drama.

Sem cena.

Sem explosão emocional.


Apenas virou.


E isso tem muito valor.


Porque há mudanças que não chegam como tempestade.


Há mudanças que chegam como clareza.


Hoje eu percebi que algumas pessoas podem até continuar existindo no mundo…


Mas já não ocupam mais o mesmo espaço dentro de nós.


E quando isso acontece, não é perda.



É lucidez.




É paz.




É libertação.



No fim das contas, hoje não foi só sobre academia.


Foi sobre presença.

Sobre símbolo.

Sobre autocontrole.

Sobre imagem.

Sobre desejo.

Sobre maturidade emocional.

Sobre aquilo que já teve força… e hoje já não tem mais da mesma maneira.


E talvez uma das formas mais bonitas de recomeçar a vida seja exatamente essa:



quando a paz começa a valer mais do que a fantasia.



E hoje, graças a Deus, foi exatamente assim! 


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